terça-feira, 8 de maio de 2012

Terapia da vida


         A melhor terapia frente a todas, embora possua os mais diversos nomes e que no fundo são relativas para não dizer iguais, é a terapia da vida. Só muda de nome. O jeito de expressar e comunicar continua o mesmo. Basta colocar uma metodologia aqui e outra ali e elas vão se espalhando. As diferenças são as assinaturas dos autores. Por sorte, o que importa são os valores e a forma consciente de ministrar e dedicar para curar os males da alma. O triste desta história é a insegurança, esquecendo que somos desde o início da humanidade, autoditada em psicologia.

         As pessoas procuram entender apenas o seu problema e a partir deste julga os demais. Não sou um excelente pai, como acredito que não exista uma excelente mãe, porém, amamos nossos filhos e nos dispomos a vê-los melhores do que nós. Menos sofrimento, mais educados, livre das tensões, sendo amados e respeitados. Sinceros e honestos. Todavia, não depende de mim e nem de você e, sim, da vontade deles. Através do que eu fui e sou posso entendê-los e ensiná-los para os prazeres responsáveis, adaptados nos desejos que lhes pertencem, porém, nem sempre significa o que querem em razão da liberdade de escolha.

         Não existe, José Benedito, Francisco, Gustavo, Rubens, mas, Maria Olivia, Isabel, Leoni, Aparecida, que formam um contexto a se aprimorar como gente, a refinar a poderosa ilusão que retira a expressão do amor que existe entre pais, filhos e eternos namorados.

        Nossa raça intitulada de humana não consegue abrir o leque da compaixão para amar e ser amado. Somos egoístas nas dolorosas críticas, expressadas em atos patológicos ou guardadas em julgamentos a revelia do opositor, sempre na insistência de enxergar somente o que nos interessa.

         Somos ingratos e ladrões de dignidades. Praticamos o que condenamos. Não temos memórias e transferimos sofrimentos como bactérias ambulantes, espalhando mágoas e adoentando inocentes.

          Meu íntimo está ferido... Seu íntimo está ferido e preferimos deixar o tempo passar a aceitar os erros que cometemos. Somos covardes poetas a formular lindas frases sem saber perdoar.



Rubens Fernandes

terça-feira, 24 de abril de 2012

Reis e rainha


Quando ocorre o nascimento deixa-se de ser príncipe ou princesa para se transformar em rei ou rainha. Assim é a vida. Creia, não existe plebeu na história da humanidade. A igualdade é a Lei e a Lei é para todos.  O homem nasce para que os pensamentos e os sentimentos devam ser transformados na sabedoria do aqui estar para realizar. Somente os rebeldes que insistem em recusar a autoridade interior ficam de fora por livre escolha.

Para compreender é preciso entender o plano relativo, sem perder a consciência que o que era no princípio é o agora e sempre.  O que muda é o tempo, o formato e o interesse, porém, o amor permanece ativo até que a morte separe a matéria da alegria de viver, em função da evolução.

Tudo se transforma e continua único, desmembrado na forma mais refinada das manifestações, embora, podendo ser grosseira, quando por exclusão, em razão do livre arbítrio, resolva abandonar o potencial herdado e estampado na essência de cada vida, estabelecido pelo sopro dos mistérios divinos.  Descobri-los é o encanto dos imperadores!

Espiritualmente somos filhos de um único Pai e distribuídos por vários genitores biológicos. Cada qual com a sua herança sanguínea. Por outro lado, sem distinção de classe, raça ou cor, o ser humano tem dentro de si a herança do Reino dos Céus, recebido ao nascer com o dever de ser administrado, cuidado e expandido para que os tesouros da Terra não corrompam o elo de ser rei ou rainha.

Ser príncipe, princesa e até plebeu no mundo dos mortais é válido, todavia, o que se espera é a rendição para voltar a usufruir o direito adquirido de ocupar o trono real da existência. Por escolha e por não abdicarem das imposições dos desvios de condutas, perdem a soberania e, temporariamente, sofrem para sobreviverem fora da monarquia. São os pobres de espíritos a mendigarem o que já tem dentro de si, a riqueza e a felicidade. Tudo porque esqueceram a relatividade de quem nasceu na miséria e se transformou no Reis dos Reis. Jesus é o exemplo para quem quiser seguir.

Tem muito cavalo sendo burro de carga... Ser ou não ser... Eis a questão!


Rubens Fernandes

terça-feira, 3 de abril de 2012

A questão é o gênio!

A questão é o gênio!



A vida não tem segredo quando não se usa do artifício de ser genioso. Toda e qualquer pessoa que se julga esperta para mudar o rumo das situações acaba com os burros n’água. Tudo é uma questão de tempo! Sofre mais quando a colheita é farta, pois é preciso de cuidado para não perder os frutos maduros. Então, o desespero fica evidente aos despreparados, pois não houve suporte para usufruir da fartura. Ela é valida para entender que quem planta colhe. A Lei Natural não discrimina se é do bem ou do mal. O livre arbítrio é do homem e, jamais, daquele que habita o interior para derramar as bênçãos da felicidade.
Fazer a escolha do espírito que acompanha uma pessoa para inspirá-la e protegê-la, é a pura manifestação da verdade.
A questão é o gênio! O meu gênio não pode sobrepor o Gênio que declara que o mundo pode ser conquistado desde que se obedeça à própria consciência. Esta é a razão de aqui estar para sobreviver e expandir o amor. Esse é o chamado Gênio da lâmpada maravilhosa, pronto a iluminar aos que conseguem ultrapassar as barreiras da irracionalidade.
O outro, por desgraça, são os falsos artistas de grande inspiração a impedir que os caminhos sejam iluminados. Trata-se da ilusão achar que o gênio forte e de personalidade marcante, pode expor talento para alcançar as conquistas.
O caráter tem que vir a tona por naturalidade. Aflorar para não temer a correção. Driblar as inseguranças com julgamentos e acusações levianas, é a mais pura ação de desvio de conduta humanitária. Desqualificar o próximo para ocupar espaço, é o mesmo que deixar de existir para não aproveitar a expansão da vida.
Os geniosos sofrem pela falta de maturidade. Orgulho ferido, vingança enrustida e tantos outros sentimentos, são os desconfortos para o coração. Pode-se até chegar à conquista por meios ilícitos, todavia, o padecimento da alma é o sacrifício.
Equilíbrio emocional é a abertura para desengarrafar o Gênio... Aí, é só fazer os pedidos que os mesmos serão atendidos.

Rubens Fernandes

terça-feira, 27 de março de 2012

Quente por dentro, gelo por fora!

Quente por dentro, gelo por fora!

Você é quente por dentro e gelo por fora? Nunca pensou nisso e age o tempo todo automaticamente? Que tal avaliar seus procedimentos e mudar radicalmente a sua vida?
Ao longo da jornada as justificativas estão mais presentes do que possamos imaginar. Por vezes, não acreditamos que possuímos defeitos que atrapalham o desempenho do dia a dia e não deixam milhares de relacionamentos amorosos, amigáveis e profissionais serem por direito vividos.
Observem como somos cobrados quando a frieza esconde o vulcão que quer lançar suas chamas ardentes e sedutoras. Parar para avaliar, nem pensar. Somos orgulhosos para ceder e transformar o que impede de ser livre, leve e solto. Tornando-se frias vítimas dos atos encenados.
Claro que a continuação das atitudes defensivas vira em medos e não permitirá que a força explosiva das energias que carregamos no nosso interior venha à tona. Ser inseguro no interior é a razão exigida pelo orgulho de não se expor e deixar vazar a beleza das ações. Dessa forma, abortamos o que é natural e divino.
Em muitos casos trata-se de uma tristeza profunda que trazemos e nem sequer identificamos e tão pouco reagimos, a fim de impedir que o quente da nossa alma vire o gelo da manifestação. É mais fácil mostrar a indiferença por acreditar e satisfazer os paradigmas adquiridos do que preservar a quentura com o intuito de amenizar o frio das pessoas que amamos. Por isso, a frieza traz dentro de si o calor a ser exposto para aquecer as próprias necessidades. Abortar o retorno calorífero a derreter as crostas geladas e intransponíveis que construímos para se defender é uma barragem perigosa, pois vem acompanhado de ansiedade e mágoas que ferem e destroem a compreensão. Sem compaixão o homem é uma fornalha envolta em placas de gelo.
Calor é vida e, vida em abundância, necessita de energia pura e desprendida. No fundo das questões da frieza ela por si só carrega a quentura para poder existir. Gelo queima... Experimente para ver!

Rubens Fernandes

quarta-feira, 21 de março de 2012

A divisão

A divisão



Quando dividimos os pensamentos em detrimento a vários interesses, perdemos a concentração e colocamos a perder a realização dos objetivos. Para não existir conflitos entre o manifestar e o realizar é preciso focar a atenção no alvo a ser atingido, seja ele físico ou emocional. O ideal é que seja por satisfação, jamais por obrigação.
A divisão está na mente, fato que leva a limitar, principalmente, se a formação cultural, religiosa e familiar for fraca. Quando isto ocorre, a fonte dos desejos entra em desavença com a manifestação. A consequência é um indivíduo frustrado e problemático.
Pelo lado emocional estar dividido entre o amor e o ódio é a forma mais rápida de atrair mágoas. No profissional é o mesmo que trabalhar anos afinco e nunca chegar à realização.
Observando os seres irracionais, verifica-se a entrega em cada ação. As atitudes preferenciais da cadeia alimentar são perfeitas por se dedicarem integralmente. Ao contrário, os racionais, até por livre arbítrio, desperdiçam boa parte da vida nas divisões impostas por medo, por culpa ou por despreparo para decidir e seguir em frente.
O homem possui no seu interior o bem e o mal. Saber lidar com isso é o caminho para atingir a plenitude de aqui estar para formar a integridade. A única forma de atingir esse estágio é buscar na sabedoria a escolha certa e, de preferência, automática, vivendo intensamente a decisão tomada. Sem arrependimento. Sempre focado naquilo que quer.
A natureza dá o exemplo. São as suas partes que formam o ecossistema universal. Ao cuidar detalhadamente de cada criação, demonstra o amor não limitado pela divisão. Cuida de forma igual por amar cada uma das suas manifestações.
Nós humanos é que permitimos apartar esta magia. O interessante é que mesmo sabendo, não obedecemos à ordem da unidade que forma o todo.
Ao acreditar ser a parte diferenciada do mundo em que vive, o ser humano deixa de ser inteiro para ser a porção prepotente da humanidade.


Rubens Fernandes

terça-feira, 13 de março de 2012

Traições

Traições

Os sentimentos de traições ocorrem por atos supostamente de outros que desencadeiam um desequilíbrio moral e psicológico. Envolve os amores e as amizades. Aparentam ser sinceros e verdadeiros, porém não passam de anomalias sexuais, profissionais e sociais, disparadas por práticas ilícitas, feitas por indivíduos que transmitem confiança. A traição é uma falsa atitude que em muitos casos esconde o medo da entrega e oculta à pura manifestação do amor.
Trata-se de uma ilusão que afeta ambas as partes. Antes de condenar é preciso entender que no traidor existem virtudes e, compreender que o trair está na força da insegurança e na fraqueza da mente. Sem exceções, de uma maneira ou outra todos os seres vivos traem.
Os exemplos de condutas e de educação são fundamentais na formação do caráter e da personalidade. São eles que irão definir o comportamento futuro e a maneira de ser diante dos relacionamentos. Geralmente, ser infiel é uma atitude adquirida por amostragem e aprendizagem. Eis a questão!
Não existe maior traição do que trair as próprias vontades. Ao ser educado por métodos repressores, a criança aprende a mentir para ter o que deseja. Todo indivíduo que pratica o que não é, trai a si mesmo e adquire mentalmente a legitimidade da maneira de proceder. E, condicionado, agi infielmente para se defender, atingindo aqueles que compõem o seu ambiente social, sejam eles amados ou não.
No íntimo ninguém quer trair ou ser traído. Todos sonham com uma vida de paz e felicidade. Todos procuram o grande amor da vida. Muitos encontram e por força do poder habitual de mentir, perdem.
Um fato é certo, aquele que é infiel não consegue romper as barreiras mentais. Vive na superficialidade. Suas ações são feitas para expor convicção, mas, o que consegue são inimigos explícitos e implacáveis. Feras feridas e prontas para o revide.
Para se desvencilhar destas ações, o caminho é romper com a formação psicológica e ir ao encontro da transformação que transcendam o limite do ego. É trazer a tona o potencial de liberdade, de amar e ser amado, sem a necessidade do artifício da enganação. É conscientizar que a fidelidade, como tantos outros sentimentos do bem, é eterna dentro dos valores existenciais. Nunca esquecer que a mentira é de quem mente e não de quem é enganado. Carregá-la é um fardo pesado!
Em todas as práticas anormais do ser humano, a mente é a comandante, ela manda e desmanda sem dar atenção à proposta da consciência. Omitir a verdade gera revoltos imprevisíveis e destruidores em qualquer parceria. Quem já foi vítima que o diga!
Todo cuidado é pouco! O amor tem a hora da dor... Fato que não justifica nenhum traidor.

Rubens Fernandes

terça-feira, 6 de março de 2012

Liberdade de ser

Liberdade de ser


Acredite em você e assuma a liberdade de ser. Creia em si e deixe o encanto da vida tomar conta do seu viver. Libere! Mas... Sem medo de ser feliz. Realize seus sonhos! Viva suas emoções! Seja simplesmente você! Nada mais...
O ser humano passa boa parte da vida se aproximando de quem acredita que ama, sem saber que não se trata de amor e, sim, de identificação. Por vezes, divagando em pensamentos, na vontade de mudar as pessoas com as quais convive. Grande bobagem! Você é que tem que ser transformado para que haja mudança. Só gostamos daquilo que nos abastece. Portanto, não esconda suas vontades e seus interesses. Seja leal consigo para que haja a lealdade.
Quer por que quer ser amado, como se fosse possível interferir em algo que não está ao alcance. Sofre, chora, desabafa e nem imagina que está diante de uma mentira. Ninguém pode exigir um sentimento não correspondido. Acordar enquanto é tempo e conscientizar que não se pode esperar nada de ninguém, é uma dica genial. Descubra o caminho da felicidade, observando os valores do seu interior e manifeste as preciosidades que carrega dentro de si. Não pense duas vezes. Libere... Conquiste!
Chega dos conceitos e preconceitos duvidosos que impede a livre manifestação do amor e da paz. Chega da luta, do cansaço e de tantos esforços para consertar o mundo. Acredite, não existe um herói, mas pessoas que amam e tornam iluminadas por se liberarem incondicionalmente. Não crie resistência. Libere em você a liberdade de ser!
Rompa a barreira do medo e ame suas vontades. Não importa como você é. Nunca esqueça que existe dentro de cada ser uma forma de compor a vida como parte do todo. Todos são importantes e passageiros.
O mérito da questão é deixar o amor acontecer para doar afeto e amizade sem cobrança ou troca. Expanda a compaixão sem desconfiança. Seja livre para dizer... Eu me amo pelos valores que possuo e os erros que consertei. Lembre-se, o bom sentimento precisa ser construído dentro dos atos e atitudes manifestados. Procurar fora é uma lamentável perda de tempo. O amor tem que ser expandido e distribuído. Se envolva de ternura, carinho e derrame bondade a sua volta.
O amor não acontece... Existe... Para o bem da humanidade... Libere!


Rubens Fernandes

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Restrição

Restrição

Ah! Como deparamos no dia a dia com as restrições impostas por quem amamos. Difícil de entender o porquê de existirem compensações no ato de amar. Aprendemos desde pequeno que o amor é incondicional. Então, porque condicionamos e colocamos exigências para amar? Coisas da insegurança da raça humana para dar e receber amor.
Acredita-se que o amor está do outro lado. Acredita-se que o amor tem que estar fora e não dentro. Acredita-se que o amor tem que partir de quem escolheu para compartilhar a jornada conjugal e, neste engano, seguimos exigindo e sendo exigido por restrições para compensar o desejo de estar juntos.
Nada disso existiria se tivéssemos a compreensão de que a energia do amar tem que estar presente dentro do coração consciente e ser dele as atitudes de afeição, carinho e aproximação e, por assim ser, entender que é totalmente independente da espera de recompensa.
Sempre que a restrição se faz presente o comando deixa de ser do sentimento amoroso para ser a experiência do ego. Neste caso, bobo daquele que ainda acha que é amado.
Viver a grande paixão também não está longe de ser restritivo. A vantagem é que se trata de situação passageira e, rapidamente se desfaz. A desvantagem é o ódio que o egoísmo impõe e parte para a destruição do ex-parceiro (a). O bom desta história é a experiência de viver com os hormônios sexuais e da alegria em alta. Período onde tudo é felicidade e o conviver parece não ter restrição.
Com o passar do tempo, surge à desilusão que aos poucos vai se fortalecendo. Sua presença chega com discrição e demora ser percebida, embora os acontecimentos começam a partir do primeiro encontro. Muitos vão para as juras de serem eternas, na tristeza e na alegria, na saúde e na morte, cheias de situações restritivas e, anos mais tarde, se separam em razão das mágoas de tê-las aceitados no passado.
Ocorre que só amamos aquilo que nos interessa e quando não mais interessa descartamos. Pena que as justificativas continuem para ocultar a falta de coragem para assumir perante o outro a falta do amor e, isso, é feito com imposições restritivas. O desinteresse é evidente, porém pouco observado. O medo de ser fracassado não nos permite se libertar para assumir que não somos amados. A cura só acontece quando entendemos que só amamos uma única pessoa. Eu mesma. Valorize-a sem impor nada a ninguém. Viva com fidelidade dentro de você, pois fora não existe... Ame sem exigências... Só assim será feliz.


Rubens Fernandes

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Crescimento humano

Crescimento humano


Está triste, chorando e pensativo? Não se preocupe, a Lei da Transformação está agindo para o seu crescimento. Se sinta feliz por este acontecimento. Creia, é para o seu bem! Nada é sozinho, seja material ou espiritual. A natureza essencial da criação sabe das necessidades e dificuldades que precisam ser aprimoradas dentro de você. Trata-se de uma força energética invisível que nos acompanha a todo instante. Como vivemos preocupados com os interesses pessoais de forma egoísta, não damos conta da sua participação em nossas vidas. Muitos nem imaginam que possa existir outro lado que nos observa e respeita o livre arbítrio, porém quando ocorre excesso de insensatez, entram em ação para a correção não ultrapassar além dos limites suportáveis. Aí, vem à tona o choro, o arrependimento e, quer queiramos ou não, o desenvolvimento humano.
Claro que os teimosos sofrem mais... São os que precisam de mais cuidados... De afeto, carinho e compaixão. Afinal, o universo somos nós.
Se os astros e estrelas agem de forma coesa e coerente, os humanos têm a mesma interação para seguir adiante nas propostas estabelecidas desde a sua formação. Para que tudo seja em um só ritmo ou, em linguagem popular, “entrar nos trilhos”, o sofrimento acontece para limpeza emocional. As tempestades são as referidas limpezas da natureza, quando se sente poluída. Nada é diferente na existência tudo é relativo e dependente entre si.
A compaixão é o maior ensinamento a ser seguida pela humanidade. Vai além do perdão para construir o amor da anulação do ego, a fim de nivelar a compreensão entre os homens. O sofrimento angustiante é justamente a evolução e o equilíbrio, por isso a importância da não resistência quando as dores das lágrimas mexerem com o psicológico. Aceite e entenda... Depois da tempestade vem à bonança. A sujeira incomodante nunca mais será a mesma. A enxurrada arrasta o que tem pela frente, assim, são águas formadas pelo choro. Ir até o fundo do poço transforma os que buscam a salvação.
Aprenda a conhecer o outro lado que lhe pertence. Abra o coração e permita que as crostas profundas possam ser lapidadas. Chore muito e agradeça... Você está removendo as mágoas, renovando sentimentos e construindo um novo tempo. O tempo da felicidade!

Rubens Fernandes




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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sem Medo

Sem medo

O que está faltando para você ser uma pessoa corajosa?
Está preocupado porque não consegue ter uma boa desenvoltura, sem medo? Você se sente dependente ou culpado? Deseja e não consegue ser livre?
Perguntas como estas passam pela cabeça de todos os seres dotados de inteligência. Claro que o problema é serio, porém você não está sozinho neste barco. Somos milhões de medrosos a viver em conflitos.
Uma coisa é certa, a humanidade sofre deste terrível desafio: de como vencer, se livrar e conduzir a vida sem medo. Afinal, trata-se de um sentimento horrível que deixa o homem cheio de culpa, justamente por não conseguir ser verdadeiro com o que deseja de fato manifestar.
O interessante é que a maioria esconde a sete chaves a real pessoa que quer viver em liberdade. Talvez por ter sido barrado na infância e a mudança de rumo fortalece o receio da espontaneidade.
Nada acontece por acaso e, sim, pelos ensinamentos de fundo educacional, social e religioso. O correto é justamente o contrário. É preciso colocar para fora o que gostamos e nos dá prazer, sem os invólucros culturais dos conceitos e preconceitos.
O rompimento exagerado do medo pode começar a partir do entendimento de que o nosso interior deve ser vivenciado como ele é. Um exemplo pode ser legal! Meus pais foram ou são o que são, mas, eu não preciso ser igual. Temos o direito de optar pelas diferenças, sem perder o respeito, o amor e a gratidão.
Quando crianças ou jovens, somos induzidos pela repressão exagerada, a mentir, a enganar e a não cumprir as ordens dos educadores. Quem nunca matou uma aula? Quem nunca fumou escondido? São tantos pequenos delitos, de pouca importância, todavia, acabam ou acabaram obstruindo a nossa vontade de sermos livres e felizes, em função da culpa e da correção além do bom senso. À hora é agora... Chega de carregar sentimentos que não nos pertence, sejamos donos dos próprios narizes para idealizarmos as vontades.
Onde se tem medo, não se tem coragem. Nada pode ocupar dois espaços ao mesmo tempo. Questão de escolha, independência ou sofrimento!
Então! Encaremos... É preciso renovar para se por em liberdade... Sem medo.


Rubens Fernandes

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Progenitores

Progenitores


Dificilmente a maioria dos genitores consegue entender que são os responsáveis pela prisão e frustração dos filhos. A super proteção e querê-los por perto são o mesmo que continuar amamentando, direcionando e castrando-os para não serem livres as realizações depois de adultos. Esta postura nada mais é do que a culpa de não ter tempo para educá-los, permitindo certos abusos em compensação aos interesses de tê-los próximos, justificando a ausência nos momentos exigentes da boa orientação. São pais egoístas para soltá-los nas decisões independentes. Colocados entre a cruz e a espada, a dependência os transformam em pessoas inseguras para desenvolverem a própria natureza interior.
Sem constrangimento, ser pai ou mãe é uma tarefa difícil em detrimento as culturas e crenças estabelecidas. Paradigmas errados, pois os pais deveriam observar as habilidades e os talentos que possam existir em seus filhos e, jamais, permitir que o crescimento esteja na mudança do potencial estabelecido por direito divino. O acompanhamento educativo tem que ser socorrido nos tombos e nunca no incentivo da desistência. Impor outro rumo é prejudicial. A trilha deve ser desbravada e orientada para que haja livre manifestação. Cada qual com sua missão.
Já, os revoltados, são aqueles criados na contradição do faça o que digo e não faça o que faço. Pais ausentes passam sentimentos de rejeição, justamente por quererem caminhar sem abrir mão dos desejos. Sem coerência nos atos e atitudes, a aprendizagem rompe a confiança e o processo da instabilidade invade o modo de ser dos filhos criados. Desiludidos, se julgam fora da responsabilidade familiar e social, embora preso a dependência, gerando conflito íntimo de não serem livres para as próprias transformações.
Da mesma forma que a dualidade é exercitada ao longo da existência para que haja livre escolha, a maturidade de um filho nunca pode ser dependente da forma imposta pelas vontades não realizadoras dos progenitores. Nem sempre o filho de um dentista tem que ser dentista. Se isto vier acontecer por naturalidade, tudo bem, caso contrário é erro de direção e não leva a lugar nenhum.
O apego só atrapalha. Decidir pelo que o filho tem quem ser é desrespeito humano. Mantê-lo em cativeiro familiar é destruir um futuro promissor. O medo da perda de um pai ou de uma mãe destrói o caminho a ser percorrido. Filhos são como as partes do universo. Cada qual com sua função. Infelizes aqueles que ao invés de educá-los para o mundo, buscam chantageá-los para tê-los por perto. O preço da reação é alto. Pais conscientes não são donos e, sim, instrutores.

Rubens Fernandes

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Competição interna

Competição interna

Não existe algo mais tenso e desconfortável do que ser uma pessoa competitiva além da normalidade. Imagine então aqueles que desenvolvem uma luta interna, onde o adversário é ele próprio. Trata-se de um desafio estressante que rouba toda energia, devido ao volume de pensamento que este tipo de rivalidade imaginária exige. São indivíduos ansiosos, com dificuldades de relaxamento físico e psicológico. Vivem exclusivamente do trabalho e do desenvolvimento pessoal, embora neguem de pé junto que possuam estas características. São individualistas na busca de aprovação.
No geral, não observam que são assim porque criaram, involuntariamente, um mecanismo de defesa para fugir da repressão ou rejeição profunda a que foram submetidos. Envolvidos na educação exigente de ser melhor que o outro e, por isso, desenvolve o tempo todo o estado mental de vencedor. Questionados, ficam revoltados e não extravasam o sentimento da raiva. Quando cobrados, os pensamentos interiores não aceitam, todavia, procuram passar equilíbrio, preferindo o silêncio. Normalmente, possuem boas amizades e sabedoria para criticar os rivais que enfrenta a luz da realidade, evitando a disputa direta, porém, na ilusória, destroem com facilidade o inimigo secretamente.
Outro fato interessante é a de estarem sempre comprometidos com o que determina os objetivos da competitividade, deixando de lado as necessidades de viverem os relacionamentos afetivos com intensidade. Sempre dando prioridades as competições internas, preestabelecidas por acúmulos de atribuições, restando nelas à tentativa de recompensar aos íntimos que pendem carinho, atitudes superficiais, sem passar pelo verdadeiro ato de quem ama para valer. Isto tudo, sem falar na várias formas de justificativas não convincentes que conseguem formalizar.
Dentro das cabeças dos adeptos a competição interna, todo trabalho mental é feito em função de alimentar a criatura invisível, criada para ser derrotada com facilidade, devido à insegurança enrustida de não ter desenvoltura suficiente para encarar os adversários reais e, assim, compensar a vitória no campo psicológico. De formação extremamente rígida, sentem-se confusos e instáveis para vencer a luta diária da sobrevivência. Aparentemente não demonstram rivalidade e se colocam em desvantagem com uma suposta aceitação, distante da verdade de quem está sendo sincero. Hábeis e doutrinados para ser o que determinaram, poucos são os que conseguem codificar e reconhecer que são uns gladiadores internos a lutar em ilusão. Em exposição ou indagado na intimidade, prefere a postura de quem é calmo. São fortes externamente e fragilizados internamente, correndo sério risco de viver em sofrimento. Nada melhor do que abrir o coração e partir para uma competição saudável, entre ir à luta e descansar. E, se for o caso, deixar que vença o melhor para ter aprendizado!



Rubens Fernandes

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Boa formação

Boa formação

O comum é ouvirmos falar que já não fazem homens como antigamente. Bobagens...
Ocorre que a população cresceu e por esta razão se ouve falar mais de pessoas sem qualidade moral, de má índole, praticando os maiores absurdos, enganando a si e os outros.
E você? Já parou para pensar nas atitudes que praticas?
Não se trata das ações feitas por marginais sujeitos aos julgamentos das leis, mas, das vontades interiores que escondemos a sete chaves e, por receio da descoberta, as alimentamos no campo psicológico. As práticas de esconder mentalmente e controlar as repressões começa principalmente na infância e acompanha o adulto. Verdade seja dita, se pararmos para analisar profundamente, sem medo da própria mentira, deparará com uma prática mental ilícita, porém controlada. Fato que gera conflitos e muita angústia.
São semelhantes a uma personalidade de má formação, pronta para enganar a todos, certo de que as têm no refúgio das contestações autoritárias (pais, professores, autoridades) pela qual ficou exposta no passado, criando desta forma, uma blindagem interior. São tantas as ações mentais as escondidas que se fossem colocadas para fora, o mundo seria uma confusão geral. Ainda bem que a maior parte da humanidade sabe conviver muitíssimo bem com estes desafios mentais e transformá-los em compreensão para crescimento e desenvolvimento da boa formação.
Com frequência observa-se o mau caráter sendo confundido com o famoso foi sem querer e, em seguida, agir no condicionado ato de pedir desculpas. Tudo praticado na maior cara de pau. Estes são os perigosos, os egoístas e os personalistas. São os que não ficam somente nos pensamentos. Vivem sem dar atenção à consciência. Não possui no coração a fórmula correta de viver em sociedade. Não entendem ou fazem por não entender, o que não é bom para si não pode ser bom para o outro.
Graças ao bom Deus a maioria sempre age no campo imaginário, até encontrar onde está o erro e transformá-lo em uma nova atitude, consciente, digna e de acordo com as regras divinas e sociais.
Nada de confundir ou sentir culpado só porque foi repreendido ou reprimido, mesmo que nas entranhas da mente tenha maus pensamentos. Neste momento, coloque a boa formação de caráter para discernir o que é certo do errado. A humanidade precisa e agradece as práticas do bem.

Rubens Fernandes

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Por detrás da mágoas

Por detrás da mágoa

Feliz daquele que entende seus sentimentos! Não é fácil distinguir o que é lixo e o que é nobreza, por isso, é preciso desenvolver o conhecimento, instalar a sabedoria para compreender que jamais se consegue conviver internamente e externamente com as mágoas. A amargura é traiçoeira e a qualquer momento vem à tona de forma sistemática, magoando e perdoando. No geral, ela some e aparece. Por ser cíclica faz dos relacionamentos um período de céu e outro de inferno. A melhor opção é sair das proximidades. Nunca conteste. Fora é mais fácil de observá-las, pois quem as tem, por vezes, não as separa por individualidade e as carregas coletivamente, sendo clara a identificação, na família, no trabalho e na sociedade.
Muitos não percebem o mal que cometem consigo mesmo tendo mágoas. Acreditam que as guardando no coração é uma maneira de mostrar indiferença pelo alvo objetivo. Grande engano! Inocentemente toma conta do espírito de aproximação, inibindo a relação entre pessoas. Avassaladora, envolve pais, filhos, irmãos e amigos.
A mágoa só se instala quando o campo está fertilizado de amor. Sem vigilância torna-se a erva daninha a romper os puros afetos de ternura e carinho. Combatê-las no começo torna-se impossível. A criança ao deixar a infância perde a relação da inocência, o alvo das atenções deixa de existir e o choque é traumatizante. Na fase adolescente começa a ser referenciada com ações de cobrança, a insegurança surge para ter uma mocidade revoltada, transformando num adulto cheio de mágoas. O início sempre acontece no seio familiar para ser esparramada nas demais convivências.
Todo o processo ocorre no nível da emoção. O amor pelos familiares e entes queridos continua lá, mas, o acesso está bloqueado por fortes sentimentos de tristeza, raiva, orgulho e tantos outros, solidificando e impedindo a entrada da compaixão. Dissolvê-las o mais rápido possível é a única saída, caso contrário, corre-se o perigo de ficar permanente, destruindo o corpo e alma por meio das doenças, até a morte. Em verdade, é o mesmo que se ver livre para viver, sem deixar de ser prisioneiro da própria insatisfação. A depressão, a ansiedade, a irritabilidade e as infinidades de conflitos psicológicos estão diretamente ligadas às mágoas. Ir fundo com coragem e determinação para vencê-las, é o caminho da purificação e do renascer para a vida.
A transformação está mais próxima do que se possa imaginar. Por detrás das mágoas está o amor. No interior do ser existe a bem aventurança, ao vir à tona, depara com as dificuldades impostas por uma mente impregnada de ego que impede ao homem alcançar a felicidade. Se não bastasse o sofrimento, a culpa por não transcendê-la e a tentativa de escondê-la, na falsidade de não admiti-la, faz os transtornos virarem patologia emocional crônica.
As alegrias aparentes nem sempre representam a verdade das camadas mais profundas. Fazer um exame de consciência, encarar a realidade de quem somos, quem fomos e ter a humildade do perdão, é a ressurreição prometida por aquele que tanto amou e, continua sendo crucificado por nós.
Ufa! Sai Satanás! Por detrás das nuvens está o sol. Feliz 2012, sem mágoas!

Rubens Fernandes
www.rubensfernandes.blogspot.com

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Estar Juntos

Estar juntos

Esta curta frase torna-se imensa quando se recebe uma ajuda. Toda união fortalece o objetivo a ser alcançado. Por isso, qualquer contato entre pessoas trás consigo o sentido da vida, quando pelas vias do amor, se entregam em função de uma aliança. Trata-se de um pensamento correto, porém, na prática não corresponde, o homem em detrimento do orgulho, desvirtua esta verdade e fica na individualidade entre a mágoa e o perdão, envolvido em pensamentos indecisos para se unificar.
Dentro de uma convivência a adesão não deve ser praticada com o coração de desgostos, e, sim, de bondade, caso contrário, este mesmo coração estará trazendo para si a dor e o sofrimento.
Muitos confundem na interpretação. Alguns vão buscar na autoajuda. Outros, nos auxílios profissionais. Não importa o caminho, toda atenção deve ser dispensada para não chegar ao extremo de enraizar a indiferença, tornando-se prepotente perante os parceiros. A endeusada autoestima não pode superar valores, a ponto de concluir ser benéfica à interiorização como opção de autossuficiência. Esta coisa de que eu gosto e acabou... Eu sou deste jeito e ponto final... Não traduz o ensinamento de amar o próximo como a si mesmo.
Todo cuidado é pouco em se tratando de mágoa, ela pode esconder um grande amor. É preciso estar atento para não chorar depois. Eis uma boa orientação para fortalecer a remissão da culpa. Feliz daquele que consegue perdoar do que ser perdoado, dizia São Francisco de Assis. Quem espera o perdão geralmente se julga merecedor e pode mascarar as virtudes da alma.
Todo ato de negar tem que ser correspondido com benevolência, humildade para pedir desculpas caso não esteja à altura e sabedoria para reconhecer a ferida que a falta de ajuda pode causar. Formular ações pelo uso da sinceridade é principio de respeito humano, porém, ser voluntário as causas alheias, é um princípio divino. Então, seja delicado ao dizer não!
Nunca devemos forçar a união, tão pouco desunir ao expressar uma opinião, principalmente quando se tem o conhecimento de que um dia podemos estar em situação idêntica. Ainda bem que existe na natureza humana exemplo de desapego, onde o ato de amar supera as vontades próprias e jamais silenciou a gratidão pela oportunidade de estar juntos no mesmo desafio.
Por traz dos sentimentos de amarguras está o amor. Sempre que procuramos atender a necessidade do “Eu” ele se afasta. Sem a capacidade de amar, o perdoar passa a não existir e os conflitos são instalados, trazendo consigo os motivos para romper os laços de afinidades. Como o amor tem necessidade de servir, ele deixa de existir quando acreditamos ser independente e negamos o incentivo que falta. A oferta de aliança é um valor a ser conquistado para obter crescimento espiritual.
Estar juntos é a liga que fortalece a individualidade em razão da solidariedade.


Rubens Fernandes

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Atitude selvagem

Atitude selvagem
O mundo animal me seduz. Às vezes não entendo esta cumplicidade. Só compreendo que me dá prazer em observar os bichos, embora, à distância, por achá-los diferentes. Na verdade, nunca gostei de tê-los na intimidade, só quando era criança, até presenciar o meu cão de estimação ser castrado. Não sabia o que estava acontecendo, mas, os latidos me diziam que estava sofrendo. Desde então preferi não ter um bicho como companheiro e, com o tempo, fui observando que os humanos têm dificuldades de respeitar as divergências do relacionamento, bem como, separar a natureza essencial de cada ser. O fato é que nunca esqueci a complexidade da ação e a carrego no subconsciente, por isso prefiro não ter para não praticar a mesma irracionalidade. Talvez, por receio de generalizar o que condeno.
Hoje, adulto, entendo a atitude de inutilizar os órgãos reprodutores a época, mascarada no radicalismo que sexo não é um procedimento natural e, sim, um ato pecaminoso. Penalizado, o pobre do meu cachorro pagou o preço de não poder exercer a continuidade da sua descendência. Coisas da crendice humana que coloca a castração sexual ou psicológica como referência de aprendizagem corretiva.
Não existe o acaso quando se trata de estar no Planeta Terra. Somos partes integrantes do Universo e regido por Leis Naturais. Ao entender que somos dependentes uns dos outros, torna-se fácil o convívio entre racionais e irracionais, num protocolo de respeito mútuo. Fomos concebidos para a unificação. Cada espécie no seu habitat em prol do desenvolvimento de todos.
O lamentável da experiência é saber que a realidade não é bem assim... A compreensão e a incompreensão nascem no coração e depende da sentença que cada cabeça julga a correta. Os animais vivem por instinto, porém, não diferem de alguns humanos que agem subordinados por uma mente selvagem, constituída por crenças e preconceitos. E, quem vive dos preconceitos se afasta do amor. Sem amor, o ato animalesco também é presente nos seres dotados de raciocínio. A conclusão é triste quando se depara com animais sendo utilizados pelos homens e, sem contrapartida, homens maltratando os animais.
Esta fúria selvagem enraizada na cultura também me preocupa. Afinal, sou andarilho nesta estrada da sobrevivência. Sei que é preciso respeitar as diferenças e entender que não devemos causar sofrimentos aos que tem vida. Temos os mesmos direitos perante o Criador, todavia, os racionais têm a obrigação de conduzir com compaixão os irracionais, independente de ser gente ou bicho.
Acredito que a fera escondida dentro dos humanos tem que ser rendida. A atitude animalesca tem que ser amansada. A convivência com aos animais tem que ser um ensinamento aos que se julgam fortes, a fim de não exercerem a prepotência sobre os fracos. Por sorte, a humildade dos indefesos aos poucos destrói a atitude selvagem dos homens.
Agora... O que não pode é castrar e tratar bicho como gente e, tão pouco, gente como bicho. Antes de adotar um animalzinho de estimação ou optar por um relacionamento... Pense nisto!

Rubens Fernandes
www.rubensfernandes.blogspot.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A décima parte

A décima parte

São várias as formas de cobrança do dízimo. As mais comuns estão no setor da religiosidade, comumente usada para arrecadar a décima parte de um rendimento. Desta maneira, o seguidor faz a contribuição acreditando estar agradecendo espiritualmente os benefícios materiais conquistados. Por vezes, erradamente, muitos acabam tirando o que lhes faltam para manter o pacto divino, induzidos que são pela crença da salvação, prejudicando ainda mais a situação em que se encontram.
Refletindo sobre a questão chega-se à conclusão que só podemos doar aquilo que sobra, portanto, não se deve forçar uma ação sem ter o coração preenchido com os valores correspondentes. Toda falta gera sacrifício e, sacrificar, é praticar o abandono forçado de alguma coisa que não possuímos, virando vítima da dependência e da cultura infundada que precisamos comer o pão que o diabo amassou para conquistar o Reino do Céu.
Nas missões dos profetas em nenhum momento ocorre o ato da cobrança e, sim, o da rendição mental. Jesus, nunca pediu um quinhão, pelo contrário, solicitou o arrependimento do mundo em agradecimento ao ato da cura, consciente que a fonte interior é inesgotável e pode jorrar a partir do não pecar, ofertando em abundância, o amor. Assim, o que vale é colocar a disposição o excesso e nunca a escassez. Ninguém pode contribuir com o que não tem. Contrariamente, é dever de um iluminado derramar luz sobre os que estão na escuridão. Ir ao encontro e ensinar como se faz para clarear uma mente obscura. Descer um degrau e dar preferência a quem pede ajuda na subida. Estes são os verdadeiros pagamentos decimais, doar para auxiliar o próximo a aliviar o sofrimento.
É preciso estar atento para equilibrar o ato de pagar e receber. Em determinados momentos aquele que sempre doou pode estar necessitando de atenção. No calvário, Cristo precisou. É necessário não confundir a décima parte com repartir o pão. Acabar com a fome é obrigação humana. Dividir conhecimento é gratidão a Deus.
Muitos confundem e se julgam autossuficientes, todavia, são poucos os que realmente compreendem a importância da décima parte. Faça o bem sem olhar a quem. Agindo assim, nunca faltará prosperidade. A melhor oferta solene a divindade é o ensinamento feito com exemplos de conduta e, fazê-los, custa desapego, perdão e tempo. Devemos sempre renunciar a gula e nunca o sabor do alimento. A fartura e nunca o desejo de ter. O que falta tem que ser preenchido para depois ser distribuído.
Conhecendo o interior sem uso de falcatrua o doador torna-se honesto perante o espírito. A busca da felicidade demanda compreensão e limpeza da crosta mental que envolve a consciência. Encarar o desafio e abandonar aquilo que entristece a alma é a décima parte a ser manifestada para iluminá-la. O dízimo só é consolidado quando transmitimos com alegria e felicidade os melhores dons que possuímos.
Que tal ser voluntário daquilo que tão bem sabe fazer e, se estiver num bom momento, sair do anonimato e ajudar o crescimento humano?

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Você e a crença

Você e a crença!

Vamos começar a entender o que significa crença. Primeiro, é preciso compreender o significado desta palavra que vive na consciência e no subconsciente dos seres humanos. Todos, sem exceção, são subordinados e se manifestam em razão dela. Por se tratar de um estado de acreditar ou de ter convicção, ficam na dependência de que certas coisas são verdadeiras ou reais.
Geralmente, as crenças se formam nas origens adotadas por indivíduos influentes. São os filósofos, os profetas, os políticos e tantas outras personalidades marcantes que dão início a indução de um processo a ser confiável e, depois, seguido por determinadas pessoas, povos e nações.
Na história da humanidade e suas civilizações encontramos diversos tipos de movimentos que expressam por força do poder ou manifestações espontâneas, as crenças que viraram crendice e até hoje envolvem milhares de indivíduos. Levando-os aos mais diversos tipos de erros e sofrimentos. Nestes casos, todo cuidado é pouco para não se tornar um participante radical.
Segundo, são os sistemas de crenças que exprimem os estágios psicológicos de cada um. Em razão de sermos iguais perante Deus, temos um modo parecido de ver o mundo, mas, nunca idênticos. Tal qual a impressão digital dos dedos, o universo que temos estruturados no consciente são únicos e pessoais, por isso, vemos o mesmo planeta de forma diferente, a mesma rosa de forma diferente e amamos quem por vezes é odiado.
Para assegurar uma sobrevivência digna temos que saber respeitar os melhores sentimentos que possuímos e nunca os aconselhados por influência das ações humanas. No mundo espiritual não existem conflitos por não existirem crenças. No mundo dos homens somos conduzidos por paradigmas. São as atenções dedicadas conforme as sugestões identificadas pela escolha da mente.
Ser livre para as decisões corretas é ter competência para construir e viver a própria crença. Não existe outra forma de crescimento se não a de aceitar a voz do coração. O controle aplicado por circunstâncias vinda das opiniões de outros, é o mesmo que abdicar daquilo que pode trazer felicidade.
Existem personalidades que buscam atrair para si as necessidades que lhes faltam por meio de atitudes prejudiciais e egoísticas. São as que não respeitam o espaço e a maneira de ser dos semelhantes.
Cada qual com os seus pensamentos e atos. Esta é a verdade de cada um. As dificuldades devem ser observadas, analisadas, processadas e respeitadas, porém, nunca julgadas e condenadas
O que criticamos é o que está constituído no nosso interior e quase sempre negamos por não aceitar o que somos. Tudo aquilo que nos incomoda não é do outro e, sim, a falta de coragem para manifestar as verdades que escondemos. No geral, os sofredores são os que não encaram as próprias crenças.
Ah! Melhor é abaixar o nariz, enxergar o umbigo e ser feliz!

Rubens Fernandes

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Clareza de expressão

Clareza de expressão

Todos gostam de indagações, assim, elaborando perguntas consigo mesmo, abrem um canal de experiência para entender a clareza de expressão e perceber as verdades ou mentiras nas diversas situações de comunicação dos relacionamentos humanos.
Para que cada indivíduo alcance a tão almejada paz de espírito, é preciso que seja claro ao manifestar os sentimentos e se exponha com naturalidade, colocando as palavras exatas no momento da explanação.
Quem já não se decepcionou ao se sentir enganado por palavras mentirosas? É tão complexo o assunto e tão comum que, sem exceção, passaram ou estão passando por problemas sérios, justamente pela falta de transparência.
Guardar segredo dos sentimentos é a mensagem a ser seguida geração após geração. Penso o contrário. Trata-se de mentiras e de barreiras. Muros construídos e edificados para esconder o que o ser humano tem de mais belo e transformador. A liberação sincera do que está sentindo.
A vida é crescimento, junto com ela a expansão da consciência e a destruição dos vários eu que carregamos. Esta é a determinação divina que recebemos quando somos concebidos. Declarar a verdade e ter clareza de expressão ao se expor frente a quem amamos e convivemos. Para o bem da humanidade é bom compreender, o homem deve expressar o que carrega dentro de si, por isso, a responsabilidade de deixar transparecer o sentimento que traz no coração.
Às vezes o medo de aceitar quem somos desvia o percurso da vida e prejudica a essência do amor. Muito se fala em perdão, mas a realidade é outra. Ao estarem utilizando das inverdades às pessoas se escondem por trás de paredes espessas, invioláveis, dificultando o ato de serem vistas como são.
No geral o ser humano tem dificuldade de divulgar a intimidade, assim, prefere a mentira interna, expondo externamente a aparência que o levará na direção da destruição dos laços afetivos. Enquanto não liberamos a verdade e por ela vivermos, seremos feridos pelo mesmo instrumento da ferida que causamos no outro.
Ter transparência não é enganar o próximo e, sim, não enganar a si mesmo. A própria Mãe Natureza não gosta dos seus rios contaminados, quando represados por excesso de poluição, rompe as barragens com a fúria de quem quer a limpeza das suas águas. Ser transparente é aceitar quem eu sou, o companheiro que eu sou, o irmão que eu sou, o filho que eu sou, o pai que eu sou e assim despoluir a alma. Ninguém gosta de se banhar em águas barrentas.
Os segredos íntimos que você guarda são relíquias desprezadas pelo tempo. Fique atenta a criança que não permite que você seja o adulto de amanhã!

Rubens Fernandes
www.rubensfernandes.blogspot.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Resistência

Resistência


Qual é formula correta para ser um vencedor? Para subir ao pódio é preciso viver sem resistência. Não se trata de aceitar o que a vida proporciona, mas, transcendê-la de forma a ser o companheiro inseparável. Isto é, encontrar via intuição o que é positivo nos estágios negativos. Felizes são os que percebem que nada adianta enfrentar o que está predestinado.
Os seres humanos vêm resistindo há muito tempo contra as suas reais vontades, por questão de culturas e dogmas que os atrapalham de serem a verdade que mora no interior da suas almas. Não se muda o que está estabelecido na missão que tem que ser realizada.
Quando você não resiste e humildemente aceita, vai além. Algo como perceber que está cansado e se entregar numa boa noite de sono. Assim, estará dividindo com o lado ruim de não dormir com o lado bom de descansar para recarregar as energias. A sabedoria para decidir é simples e só depende da própria compreensão.
Instintivamente sabemos disso, porém, a aplicação é retardada pelos interesses errados de não acompanhar as necessidades exigidas pela intuição ou pelo corpo, como sendo à hora de parar para depois continuar. Esta resistência de não acatar o pedido interior é altamente prejudicial e pode trazer transtornos irreparáveis num futuro próximo.
Então, o melhor resultado é transcender e ser um aliado para melhor entender de como age à força do ego, contrária aos nossos sentimentos íntimos. Saber amar a si mesmo para entender o amar o próximo é o caminho a ser percorrido. Nesta hora a consciência se abre para o desapego dos atos egoísticos e a mente controladora deixa arena da disputa para ser triunfante, a receber as bênçãos da vitória do bem contra o mal.
Não se entende porque o homem rejeita tanto os seus poderes de decisão. Geralmente é preciso olhar no outro os erros para se ter um exemplo de como se conduzir corretamente. Quando se aplica o comparativo do errado certamente é porque existe o lado certo e, nestes casos, o julgamento pode ser considerável benéfico para uma conclusão do que é bom ou ruim.
Saiba que você jamais será vitorioso a partir do enfrentamento que impuser frente a sua liberdade de viver. O ideal é ter desprendimento nesta hora de todo ressentimento, medo ou raiva que possam existir. E, aliados, seguirem em frente para num determinado momento transcender e revelar os desejos que precisam ser manifestados. Represá-los é o que comumente se faz por questão da ação do orgulho. Casos em que o sofrimento é crônico e perturbador. As consequências são os mais diversos tipos de conflitos psicológicos e sociais a conviver.
Você sentirá seguro quando não partir para luta e, sim, tornar-se um parceiro do seu lado errado ou, como queira ruim. Não existe um ser humano que não tenha insegurança ou outros sentimentos degenerativos. Seu ato intuitivo tem que ser respeitado para reduzir o que parece ser desconhecido. Nada existe que não possa ser desvendado.
Há uma fonte dentro de nós que jorra o que mais precisamos para ter a força necessária e ser o vitorioso que sempre existiu e teimamos em não reconhecê-lo.
Seja você sem receio de existir. Resistindo ou não, somos mortais passageiros nesta curta ou longa viagem da vida.

Rubens Fernandes