terça-feira, 31 de maio de 2011

Semelhante... Porém, desigual

Semelhante... Porém, desigual
Existem as diferenças físicas, mentais e sociais... É só olhar e observar as formas de manifestar e se apresentar a criatividade da natureza. São os mais variados tipos, desde o mais simples até as mais complexas revelações.
Se você pensa que elas estão presentes só nos seres humanos, está enganado! Acontece com todos os seres animados ou inanimados. São feitos semelhantes, porém, desiguais. Identificados no interior de todas as coisas a ser experimentada nas mudanças constantes de tudo que surge e passa a conviver com os processos transformais do tempo. Fases de crescimento, envelhecimento e morte. Eis a beleza e o sentido da vida. Eis a questão! Nada simples desvendar os mistérios que atormentam a mente dos dotados de inteligências. As identificações e as durabilidades, porém, nunca a equação.
Todos formados por mundos únicos e com estruturas mutáveis, embora, comparados pela ciência e pela sociedade. Esta história de tal pai tal filho, na realidade não existe. O que existe são os jeitos e os trejeitos, mas, nunca a relação entre coisas e pessoas iguais. A impressão digital serve como um bom exemplo.
A maneira e a forma de se expressar é que faz a diversidade da caminhada em direção à perfeição. Tudo pela igualdade e pela fraternidade. O Universo existe pelas diferenciações. Ela é fundamental para equilibrar a expressão física e mental dos seres vivos, por consequência, aprimorar o processo espiritual rumo à evolução, separadamente. Independente, desde o momento do nascimento. Individual e feito para formar o todo.
Através dos atos e ações todos seguem em busca da correspondência perfeita entre as partes, dentro de um equilíbrio humanitário, pois, da consciência mais elevada, depende a proteção e a compaixão aos que se encontram na inferioridade, a partir do nível estabelecido. A compreensão é maior ato de humildade que um ser pode manifestar pelos seus semelhantes. Por isso, a responsabilidade de adaptação ao processo evolutivo, sem ciúmes ou vontade de expressar aquilo que não é. Sem depredar o meio ambiente. Nada de cópias e, sim, a originalidade desde o princípio, com capacidade correspondente ao desenvolvimento a ser feito pelas ações do tempo.
Dentro do sistema universal comparativo entre o homem, os astros e os demais seres não têm substitutos e, sim, a definição das semelhanças, com as diferenças interiores estampadas e bem definidas. Ocorre que durante as manifestações naturais dos que vivem a jornada do conhecimento, uns aceitam e outros não. Mesmo porque, os traços globais são os mais variados, desde uma beleza espontânea até uma feiúra contundente, uma longa ou curta vida, se encontrando e se envolvendo para formar uma nova criatura. Criando e desvendando características distintivas. Assim, formando os mundos parecidos e desiguais. Sempre que fundir um lado com o outro, vai existir uma criação independente e exclusiva.
A crença da igualdade, não importa se positiva ou negativa, é desumana, por tirar a liberdade de ser e viver pelas próprias qualidades. Todo cuidado é pouco com o nascer de uma nova criatura. Nada de rotular! A igualdade total só existe na consciência pura (Deus). Esta sim tem que ser igual a todos.

Rubens Fernandes

terça-feira, 24 de maio de 2011

Atrás do monte

Atrás do monte
A felicidade está atrás do monte. Percorremos a vida subindo e caindo tendo como destino chegar até o alto e, de lá, descer para encontrar a morada nas terras férteis que buscamos conquistar. Trata-se de uma luta diária sem perder de vista o sonho da realização. É preciso não permitir que esta chegada seja no momento que caminhamos para morte. É preciso alcançá-lo ainda com capacidade física e mental para desfrutar das vontades enraizadas, atrás de tudo aquilo que amontoamos. Toda vez que nos refugiamos, aumentamos o monte que construímos para tornar mais leve o sentimento de medo, exigido para vencer as crenças e que não constituem a verdade do que queremos. Assim, é preciso ir ao encontro do obstáculo a ser ultrapassado. Para tanto, a exposição das metas verdadeiras é fundamental. Porém, todo cuidado é pouco com as atitudes. Nunca confundir personalidade com falta de humildade. Falta de humildade é sofrer na obrigação de provar ser capaz de transpor barreiras. Personalidade é chegar pelo desejo da vitória e dividi-la com quem ama. Sem esforço da provação, mas, no esforço da motivação interior.
Muitos chegam até a metade, alguns chegam quase no topo, outros vivem próximos da base. Poucos são os que chegam ao cume, aonde ir além, desoprime pelo conhecimento da verdade, pois, é atrás da sujeira que se esconde a existência da liberdade. Enfim, é a busca constante para chegar ao apogeu. É o mesmo que escalar o Monte Everest, sempre em direção a natureza de um vencedor. Onde o reino do céu está estabelecido para todos num reinado de igualdade e fraternidade. Do alto, admirar o infinito. O nada que permite a construção do todo.
Se deslocar para cima é dolorido, a descida é o alívio das energias desprendidas, traz consigo a segurança de ser capaz.
Trata-se de uma subida que exige conhecimento e sabedoria, nunca a força física. Habilidade para compreender o passado que nos trouxe a montanha a ser superada. Determinação para enfrentar os barrancos que surgirão ao longo do percurso. Entender que o limite é chegar até o alto para poder decidir qual lado do mundo quer ficar. Sem culpa ou culpados. Com amor e não com a exigência de ser amado. Sem reclamo do porque sou assim, mas, na compaixão do porque os outros são assim. Desta feita, sem o peso que nos faz retornar onde tudo começou. A experiência atenua o caminhar para cima. Nela está integrado o universo que a tudo criou. E, colocada em prática, dissolve os morros que retrocede o objetivo individual de cada um, alcançar o idêntico universo criador. Livre, leve e solto.
Já repararam que quando estamos em perigo nos escondemos atrás do monte, ou melhor, atrás de todas as sujeiras amontoadas? É uma forma de sobrevivência que torna a montanha cada vez mais alta. É a ilusão de ser e não a realidade de existir.
Não importa onde estejamos... Temos uma jornada iniciada ao nascer, ir para trás do monte, não na hora do perigo e, sim, na dissolvência de estabelecer o direito da felicidade constante. É lá que estão as terras prometidas a Moisés ao povo de Israel.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

Rainha do lar

Rainha do lar

Gosto destas palavras e me atrevo a escrever sobre elas. A sentença me leva a refletir e buscar num processo de pesquisa interna ou externa, as mais variadas interpretações, mas, neste momento, quero apenas tê-la no pensamento e traduzi-la na escrita, como uma homenagem a minha mãe, Leoni Fernandes de Almeida, forte e saudável nos seus 83 anos. Sofrida pela perda precoce da filha “Cidinha”. Sem discriminação as outras, apenas utilizando-a para simbolizar a soberana do lar, de todas que já existiram, existem ou existirão.
Afinal, para mim, a Rainha do Lar é a eterna protetora dos filhos. Sejam eles desgarrados ou grudados no rabo da saia, perdidos ou não, só sei que em alguns casos, homens barbados vivem a buscar em outras mulheres a querida proteção, principalmente, depois que o casamento o separa da mamãe. Tem momentos que o sentimento de abandono é tanto que muitos são obrigados a encontrar amparo na mãe dos próprios filhos. Sogras inteligentes sabem o que é isso, bota a experiência para funcionar e acolhe o genro desamparado. Vira super mãe, tudo para auxiliar a filha. Sogra que é sogra é assim... Quando o dela vai, trata logo de repor com o da outra. Por outro lado, acabam sufocando o genro que nunca esquece a comidinha da mamãe. É uma confusão danada que acaba não dando muito certo.
Sei que mães agem por amor e chegam ao extremo de abandonar as criações, fazem por não acreditarem na capacidade de amar ou suportar o encargo de criar. Parece ilógico defendê-las, mas, reflitam e encontrarão a resposta no desespero de cada caso. Graças ao bom Deus são poucas as que atuam desta forma. Mesmo assim, é extremamente perigoso condená-las. Pois, mãe é mãe, a ela deve-se gratidão e compreensão sem julgamentos. Seus erros têm que ser superados pelo reconhecimento do canal da existência. E, vou além, são libertadoras quando vencidos pelo perdão e pela compaixão.
De criadoras a povoadora do mundo é a natureza dotando a mulher o dom da procriação. Sem elas, não existiria transformação. São verdadeiras rainhas dos lares. Umas apanham outras, humilhadas, e tantas abandonadas, com um detalhe, geralmente em defesa dos filhos amados. Feridas contra os ciúmes de companheiros ingratos seguem adiante. Todas integradas no nome de Maria... A mãe das mães que suportou o maior calvário de uma cria.
Tudo começou antes dela. O início foi à monarca de Deus, exemplificado na Bíblia como Eva. A partir desta analogia religiosa, surgiram muitos príncipes e princesas que logo viraram Reis e Rainhas. E, mãe que é mãe sabe o que isso. Dentro de cada uma existe uma Eva iniciando o compromisso de povoar o mundo. Sabe que a qualquer momento os filhos vão aos braços de outras. E, estas, passarão a ser mães e sogras. O infinito é a eternidade para os frutos continuados que delas virão.
Se na história religiosa Caim matou Abel, Eva sofreu muito e sofreria muito mais se soubesse que seus filhos futuros matariam e destruiriam a paz no mundo. Creio que as mães dos tiranos da humanidade, certamente padeceram ou padecem, na inocência de terem a natureza do instinto maternal, livre para amar os justos ou injustos. O Cristo ou Anticristo. Por isso, longe de aceitar a criminalidade praticada por eles, mas, amor de mãe é incondicional e merece isenção de culpa.
Quis fazer esta homenagem depois do dia das Mães, pois, entendo, todos os dias é dia de curtir a imperatriz do Lar. Então... Aproveitei o decorrer do mês de maio, tido e havido como mês das noivas, para homenagear todas as Mães e, por consequência, as futuras mamães.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 10 de maio de 2011

Jeito Animal

Jeito animal

Acredito não ter sentido os animais existirem se não for para deixar exemplos de comportamentos aos seus ascendentes evoluídos. Sem base científica, mas, algo na minha essência diz que somos aprendizes do mundo e, associados ao modelo referencial de poder conter em si, atitudes animalescas e purificá-las.
A razão desta conclusão é que, as condutas de determinadas pessoas são idênticas as dos bichos. Não só através da manifestação corporal, bem como, pelo modo de pensar e agir.
Entre tantos exemplos das mais variadas espécies, todos têm um jeito animal. Basta verificar os comportamentos irracionais que nutre as ações de determinadas cabeças tidas como racionais. E, em algum momento, fomos ou somos à cópia de um deles. As traições amorosas são as mais relativas com as bicharadas, desde um disfarçado olhar até as comprometedoras promiscuidades. Evidente! Não existe escala de valor aos concebidos de consciência.
Em certos casos, são preferíveis os animais, pois os atos são conhecidos, com uma diferença, agem por instinto, sem controle mental e livre do pecado na execução dos padrões comportamentais. Imagine dotar um gorila com a capacidade intelectual do homem. Seria difícil contê-lo e dominá-lo.
Aí é que mora o perigo! O ser humano herdou ou aprendeu a manifestar ações copiadas dos seres não possuidores de raciocínio. Portanto, na inversão, é um ser dotado de inteligência e perigoso quando desvia as ações para a irracionalidade.
Não separa o racional do irracional, são interligados e um manifesta na presença do outro. A natureza é sábia e perfeita. Por exemplo, na corrupção o comportamento é idêntico ao do rato. São ágeis, espertos e roubam, acreditando estarem se defendendo da miséria. Claro! Outros casos também se assemelham a forma do rato. É um bicho que vive as escondidas, operam na calada da noite e não devoram qualquer alimento até que o mais jovem e inexperiente o faça. Concluindo, são traiçoeiros, extremamente egoístas e isolam em grupos. Na verdade, atuam em surdina, não possuem compaixão e, sim, o interesse próprio.
Em comparação, a maioria dos humanos fala em ética, em amor, em amizade, em sociedade e acabam agindo por instinto. Mentem. Esconde o que faz e o seu jeito se identifica com o estilo de determinados padrões animalescos.
As gangues são como os lobos, atacam em turma. São diversos tipos de matilhas a destruir e vitimar irmãos por conceitos ideológicos e sem conteúdos humanitários. Pura contradição na razão de ser para evoluir em Deus e respeitar os direitos constitucionais.
Bem... Em continuidade, é só prestar atenção em mim, em você e nas pessoas que convivem à volta e, analisar os hábitos. Depois, comparar com um determinado bicho. Não tem segredo... É tiro e queda. Todos têm um jeito animal. Seja ele de um dócil esquilo ou de um perigoso pit bull. Questão de caráter, personalidade, educação, cultura e saúde mental.
É incrível! Porém... Verdadeiro. Temos condicionamentos intrínsecos e extrínsecos que nos transformam em determinados momentos e, são manifestações de pura irracionalidade quando o ego está no comando. Vingança, raiva, ciúmes e tantos outros sentimentos que a qualquer momento rompem o respeito humano e atuam no palco dos relacionamentos, interpretando uma raposa a devorar suas vítimas sem dó nem piedade. É gente sendo animal.
Tenho comigo um pensamento: o dia em que a humanidade entender a relação de inferioridade com sua maneira de ser, estará dando um passo enorme para atingir a libertação das ações desumanas. Os irracionais não possuem as mesmas condições de análise interior e poder de escolha, mas, se adaptam ao ambiente, o que leva a deduzir que possuem entendimentos quando treinados por processos de adestramentos. Infelizmente, alguns humanos, passam por transformações educacionais sucessivas e regridem em situações que desafiam as emoções.
Acontece que, o jeito animal de ser vive em segredo e são manipulados por inteligência interpretativa na execução dos atos. Os animais urinam a demarcar os territórios para a sobrevivência. Os homens exterminam vidas para ter o prazer de possuir o domínio territorial. É o jeito animal do ser inteligente.


Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 3 de maio de 2011

Intimidade

Intimidade

Não sei por que, mas, em muitos casos, existe o receio de explorar a intimidade. Ir além da superfície agitada da mente e analisar as reais vontades a serem encontradas quando se aprofunda no silêncio, a decifrar um sentimento. São inúmeras as vezes que abortamos pensamentos que com certeza nos levariam a descobrir um pouco mais, os desejos enterrados no âmago do ser. Trazê-los a luz, trariam alívio e prazer de conviver melhor com o universo à volta.
Bem... Compreendo ser normal ter medo da profundidade. Quando vamos à praia, respeitamos o mar e, só mergulhamos numa distância onde somos capazes de dominar o fundo que nos dá pé. Tudo em nome da segurança, principalmente se não sabemos nadar. Claro que este sentimento tem um motivo intrínseco. O de não encontrar uma surpresa desagradável que possa trazer o perigo iminente, evitando, assim, um afogamento inesperado. Nada mais lógico, embora seja correto tomar alguns cuidados, também é preciso enfrentar desafios para solidificar a coragem. A firmeza de ânimo frente às ameaças esclarece a realidade e coloca ao alcance a possibilidade da conquista. Isso acontece, quando desvendamos e nos tornamos amigos íntimos de algo desconhecido. O conhecimento liberta o homem.
Sabemos que com aprendizagem e treinamento é possível manter relações com o que nunca se viu a fim de descobrir os limites que podemos suportar. Explorar o interior de um espaço vazio é superar e interagir com o mundo que ainda está por vir. Obstruir esta potencialidade é castrar a vida. Infelizmente, a maioria é educada e treinada a ter medo de tudo e de todos. E, muitos são medrosos, a lutar por vencer a dança do quem sou, onde estou e aonde vou. Longe da própria intimidade.
Tudo está na mente. Senhora de si, julga ser o centro das atenções. Sente-se poderosa por se achar à frente da lei e da ordem, inibindo a qualidade do que é verdadeiro. Filtra as informações que vem do interior e manifesta os interesses pessoais. Sempre temerosa em se afastar do poder, pratica ações enganosas para não perder a soberania. Age na camada superficial onde habita os egos. Como a bruxa dos contos de fadas, não permite o autoconhecimento para acordar o príncipe do sono profundo. Rompe a intimidade. Uma das soluções para tantos desafios é ir ao encontro do domínio mental e torná-lo cúmplice do coração.
Fracos são os homens que consente atos ilusórios. São pessoas que vivem a empurrar com a barriga e a pensar que estão no controle dos resultados. Distante da própria sinceridade vive a mentira. Dominado e dependente do conceito da individualidade.
Assim são as ações mentais que não tem parceria com a consciência. Que não deixa ser guiada pela realidade do âmago interior que quer a manifestação sábia do amor a compor o fluxo da vida.
Só tem uma saída... Ter respeito por você. Ser guerreiro e não burlar o autoconhecimento. Mergulhar além da superfície mental e retornar carregando um pouco da faculdade de não julgar os próprios atos. Ser o seu melhor amigo.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 19 de abril de 2011

Castração

Castração
O mundo evolui com uma rapidez incrível. A tecnologia avança e coloca ao dispor dos homens as facilidades. Perante a evolução material a espiritual parece parada no tempo e no espaço.
É preciso urgente acabar com a defasagem da dianteira imposta pelas coisas materiais. Temos que nos unir, a fim de buscar uma resposta para decifrar as dificuldades que os seres humanos têm para evoluir espiritualmente na mesma proporcionalidade. E, ser feliz...
Dificilmente uma pessoa não passa ou passou por acúmulos de sujeiras mentais que a derruba frente à jornada da existência. Resta saber onde está a causa de tanto sofrimento, já que a descoberta na área da saúde vem aumentando a expectativa de vida. Porém, sem tempo para o lazer, para o contato familiar e para manifestar o envolvimento nascido da vontade íntima, as questões espirituais retardam as transformações amorosas. Eis uma questão preocupante!
Entendo que sabotamos o desejo de ser o mais puro amor. Em verdade, somos livres carregando uma prisão mental. Dotados de preconceitos que geram a castração.
De que adiante tantas opções de aquisição? Pois é! Mesmo assim o bicho humano não consegue viver a sua plenitude. Falta alguma coisa que não o deixa ser completo. Falta a compreensão para unir o ter com o ser. Por herança, herdamos a crença que o prazer é pecado, podando a nossa evolução espiritual, no ritmo desejado.
O que intriga é que este alguém sou eu, você e todos a reclamar ou, a buscar um ombro amigo a quebrar paradigmas. E, quando temos a oportunidade de se sentir livre, nos escondemos por medo de ser contestado ou desmoralizado. Acreditamos que a nossa verdade não pode ser descoberta por quem amamos, em razão das crendices adquiridas.
Assim, ao contrário do processo material evolutivo que destina facilitar a humanidade, o processo psicológico parece travar a tão almejada felicidade. Reparem... Sempre tem algo a ser questionado quando estamos com sentimento de liberdade. E, isto se chama castração. Surgiu há muitos anos como forma de educar, impor limites e beneficiar os poderes constituídos. É desta forma atrasada que ainda caminha a humanidade. Castrada pelo sistema cultural do que pode e não pode. Das doutrinas que tornam alguns radicais e outros alienados. Da tradição familiar. Da cultura de interesse das mais diversas forças ditatoriais. Dos sistemas religiosos e dos feitiços de falsos ídolos a dominar as camadas sociais.
Vivemos as crenças conservadoras dos antepassados. Trancadas a sete chaves. Uma vez ou outra surge uma personalidade capaz de aferir melhor a cegueira moral empregada até agora, mas, logo é sabotada pelos interesses organizacionais, sejam eles políticos, sociais ou religiosos. Jesus é um exemplo!
A espiritualidade não evolui conforme deveria, pelo fato de ser manipulada por falsos preceitos. Por isso, o povo sofre sendo guiado pelos abusos dos interesses. Sujeito a culpa e a condenação. E, esta é a forma mais desumana de castrar a vontade íntima. Sem conhecimento específico a aspiração de ser livre para decidir e agir na imparcialidade, fica prejudicado. O mundo valoriza o ego e impede a alegria do prazer da alma. É preciso transcender os conceitos e varrer as sujeiras mentais. E, ir ao encontro da verdade que habita no interior de cada um. Ser livre para amar...

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 12 de abril de 2011

Deus e o Salmão

Deus e o Salmão
Salmão, apenas um peixe a existir entre outros tantos exemplares criados pela Mãe Natureza. Embora, com uma característica diferente. Possuidor de uma história de vida exemplar, além, é claro, da carne rosada apreciada por possuir substâncias capazes de dar alegria quando consumida regularmente. Sua gordura é saudável e rica em ômegas, essenciais para a serotonina, um neurotransmissor responsável por uma molécula envolvida na comunicação entre os neurônios, elevando o estado de humor e felicidade.
Mas, esse peixe tem algo sublime a nos ensinar. Deus, embora muitos não saibam, fala com os homens através das criações. Expõe através dos animais os belos exemplos de conduta e atitudes para servir de lição aos dotados de livre arbítrio. Não é por acaso que o Ser Supremo fez o homem a sua imagem e semelhança. E, como todo bom pai, participa do crescimento e desenvolvimento do seu filho. Após criar o ser humano, o mais nobre das criaturas, respeita à decisão de cada um, por isso, concedeu a todos o poder de escolher, pensar e agir. Porém, sabedor das influências negativas, exemplifica por meio das outras obras, o caminho a ser seguido para conquistar a vantagem de viver o céu na terra. Livre, leve e solto... Aliás, quem não deseja?
Assim sendo, através das ações dos seres dotados de instintos, o Criador mostra detalhadamente as Leis Naturais, vivida pelos bichos para servirem de orientação aos humanos, a fim de aliviar o coração e as pressões geradas pelos conflitos do dia a dia e, a disposição para serem aplicadas, sempre que existir a vontade de adquirir uma forma de aliviar as tensões. O Salmão é um deles.
Ao nascer nas alturas, em águas doces e cristalinas, esse anfíbio começa a via sacra da sua existência. Correnteza abaixo, enfrentando todos os perigos e dificuldades que possam impedi-lo de alcançar o objetivo da espécie, o de viver na plenitude do oceano.
Ao chegar a hora da morte, pega a estrada de volta fazendo o mesmo trajeto, até se encontrar no exato local do nascimento. Novos desafios, mas, desta feita, com um esforço sobrenatural, pois se trata de correnteza acima. Além das cachoeiras e cascatas a serem vencidas, é preciso fugir das garras do predador. O esfomeado Urso Pardo. Os vencedores desta longa e extenuante jornada desovam e fecundam a geração futura. Dever cumprido... Morre.
Eis o segredo! Dentro de cada um existe este modelo de viagem. Basta ter coragem para experimentar e enfrentar a batalha. Primeiro, reconhecer os acontecimentos passados a partir de um ponto, sem criar resistência. Segundo, iniciar o caminho da volta. Esta é a única maneira que uma pessoa tem para obter a cura dos males e traumas adquiridos. Não basta só pedir perdão, é preciso reviver e esclarecer o sofrimento no momento do fato. Isto feito, amar e entender para permitir o nascer da compreensão. Remover as etapas das dores causadas e recebidas para se ver livre das garras da infelicidade. Ser guerreiro tal qual o Salmão. Vencer o tormento da regressão, eliminando os obstáculos com compaixão para fortalecer e aliviar a continuidade da vida. Deus fala aos homens através dos animais. Felizes os que creem e, por gratidão, os preservam.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Semente de maçã

Semente de maçã
Outro dia... Não sei por que, ao comer uma maçã observei que uma das suas sementes ficou grudada na minha mão. Algo comum e corriqueiro, com um detalhe, eu não estava num dia normal. Meus pensamentos estavam a buscar uma solução para a realidade dos conflitos e diferenças entre pessoas, as quais se cruzam a todo o momento, ainda que irmãos em Deus. Enfim, estava aflito. Estava à procura de me fazer compreender dentro da existência de vida irmanada. Pensava... No princípio era um e agora somos muitos.
Por um instante, algo impressionante me impulsionou para o fundo da alma, como num passe de mágica, ultrapassando conceitos e preconceitos até atingir o nada. Isto mesmo, o nada... Vazio... Estático. No estágio de parecer sem vida, igual à semente grudada na minha mão.
Não oferecendo reação ou contestação, não tenho a mínima ideia por quanto tempo fiquei sem ação. Só sei que foi bom! Algo calmo e tranquilo, longe dos atritos da minha incansável fonte de pensamentos, a raciocinar, a buscar razões e justificativas para não ser eu mesmo. Como se fosse possível mudar o que sou. Desgaste mental tolo e bobo.
Incrível! E, ao mesmo tempo difícil de entender, questionava como uma semente podia chamar tanta atenção a ponto de levar-me a ter contato com a Lei da Transformação? Da inexistência para existência? Do não manifestado para o manifestado? Fato é que me encontrava num silêncio profundo a observar e desvendar o mistério das etapas seguintes, broto, árvore e frutos contidos no germe em seu estado inicial. Foi o mesmo que tirar a venda dos olhos e enxergar o princípio do nascimento, vida e multiplicação. A tão almejada continuação de existir após ter cumprido os desígnios de ser fruto, retornar semente e, de novo, poder virar maçã no efeito da metamorfose.
Ao votar desta transcendência, pasmem, encontro um olhar completamente diferente para a pequena parte de uma fruta, cuja fração embrionária continuava grudada na minha mão. Mas, agora, vista de forma diferente.
Não era mais apenas uma semente e, sim, o próprio fruto que há pouco deliciava e saciava a minha fome. Para entender melhor, numa rapidez inexplicável me vi no túnel do tempo sendo lançado para o futuro. Atento, eu fui observando passo a passo o desenrolar do miúdo grão. Primeiro, a deitar numa camada de terra que por si só buscava a germinação. Depois, se transformando numa velocidade extraordinária até me ver sentado em baixo de uma frondosa macieira, comendo e saboreando o produto final da semente grudada na minha mão.
Que viagem alucinante! Foi maravilhoso observar uma semente tornar árvore, dar fruto e voltar a ser múltiplas sementes.
O interessante foi descobrir que a vida é continuidade para os que são obedientes e acatam as origens. “Crescei e multiplicai-vos”, em respeito a si próprio, pois, o próprio, está contido dentro da evolução e preservação de cada espécie. Aí, neste instante, fiquei iluminado! Pude entender a grandeza de ter nascido para sempre existir. Da importância de experimentar as etapas da existência. Do amar e entregar para evoluir nas fases da vida. Compreender que é melhor germinar nas minhas raízes para frutificar o que sou e serei. Entender que as transformações é o caminho da eternidade. Deixar renovar o Pai, o Filho e o Espírito Santo para suceder e multiplicar a semente do Criador. Eu... Você... E, todos na comunhão do caráter de Deus.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 29 de março de 2011

Canal da sabedoria

Canal da sabedoria

Que caminho seguir se o amor e o ódio vêm do mesmo coração e ambos passam pela mente? Eis um mistério simples e complexo para o encontro com a felicidade! Que caminho percorrer para alcançar a bem aventurança, seguindo na mesma direção?
Muitos julgam certos e acabam agindo pelo canal do mal, acreditando estarem focados nos propósitos do bem, erram. Todo o cuidado é pouco nesta hora. As razões podem estar cheias de boas intenções, mas, erradas nas suas concepções. O fato de executar com confiança e determinação, não significa sensatez. Nem sempre um corretivo pode ou deve ser aplicado em nome do amor e, tão pouco, em nome da brutalidade. E, sim, pela verdade contida nos deveres conscientes e humanitários. Isto é agir com sabedoria.
Ocorre que o coração imbuído de todos os sentimentos não sabe discernir o bem do mal, age conforme determina a mente. No geral, o que o homem pensa o coração aceita num primeiro momento e, depois, sofre por ter sido companheiro e seguido o que não era de fato o conteúdo da sua vontade. Mais tarde, com o surgimento dos resultados, verifica que foi traído e padece. Em alguns casos o estrago é tão grande que não existe volta, muito menos perdão. A angústia se instala, a depressão aumenta e a vida passa a ser vivida como a de um Judas arrependido.
Em verdade, a traição começa dentro do ser e na maioria dos casos o traidor é a mente que mente em razão dos egos, principalmente quando se tem um ou mais aflorados. O coração também engana, em detrimento das crenças induzidas pelas culturas sociais e religiosas. Não menos saudável, quando assim sucede, prejudica todo o modelo ideal de comportamento psicossocial do indivíduo.
Para melhor entender, tanto a mente quanto o coração, ambos são dependentes um do outro. O canal de informação e resposta é o mesmo, diferenciado somente pela força do pensamento ou do sentimento impulsionado por cada um deles. São interligados e, por isso, formam as desavenças e as confusões. Ora um com mais intensidade ora outro com menos intensidade.
Então qual caminho deve ser percorrido para que haja paz, compaixão e amor entre as pessoas, principalmente para aquelas que buscam a verdade interior?
Da mesma forma que o Universo é regido por uma consciência e sua aplicação é conhecida e fundamentada por leis, assim é o homem. No seu interior e no seu exterior existem leis que disciplinam sua conduta física, mental e moral. Partindo da individualidade para o todo, a essência está inserida dentro do ser, respeitando a capacidade de pesos e medidas, tudo é igual e sujeito ao respeito e a ordem destas leis (Leis de Deus e Leis de César).
A consciência é a única capaz de separar e disciplinar o que é certo do que é errado. O senhor é a Lei e a Lei deve ser obedecida. Não importa se o canal é o mesmo para mente ou coração, o que importa são os pensamentos e sentimentos conscientes frente às ações, atos e atitudes a serem vivenciados. É cumprir o que é determina a Lei. E, a Lei é o Senhor e, o Senhor é a consciência. Nunca esqueça que a sabedoria é o mestre, o coração a escola do mundo e a mente, o aluno. Basta cumprir os ensinamentos para ter vida de acertos, de amor e de alegria. Viva a Lei!

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2011

Desafios

Desafios
A vida nos coloca a todo o momento defronte as tentações e circunstâncias com o objetivo de modelar, refinar e permitir que cada um possa escolher o que melhor lhe convém. Temos um dom e este é o maior tesouro que carregamos. Embora este dom seja um desafio a ser encontrado, é a nossa determinação que irá mostrar ao longo da existência se somos ou não capaz de expandi-lo, com o intuito de manter a união entre o “Eu pessoal” e o “Eu coletivo”. Ressaltando que o equilíbrio da humanidade depende do encontro da unidade com a totalidade, de forma harmonizada pelos desejos e interesses realizados.
Todos têm uma missão a enfrentar com o propósito de lapidá-la, é o compromisso divino que temos perante o conjunto de homens. Aquele que foge desta obrigação foge de si mesmo. Não adianta correr que o bicho pega... Os sintomas são comuns: infelicidade, irritabilidade, falta de atenção, reclamação constante e tantos outros indícios de insatisfação. Em verdade, somos artista nato a executar papéis que não conduz com a vontade original.
O segredo para cura e obtenção do sucesso é simples, porém, trabalhoso. O primeiro passo é rever os valores emocionais aos quais estamos expostos e verificar de que forma é expresso o que se faz. Faço por amor ou por obrigação? Analise, sem esquecer nenhuma ação, seja de interesse pessoal ou coletivo e, principalmente, as que são depreendidas para ganhar o pão nosso de cada dia. A natureza dá o seu recado, tem seu percurso na mais pura tranquilidade. Sem ansiedade, vai construindo o projeto a ser estabelecido na contextura planetária, mesmo existindo poluição. Assim, deveria ser também o homem. Trabalhar e desenvolver aquilo que gosta e, as desavenças encontradas, são os desafios para elaboração da jornada missionária.
Se você trabalha duro nos seus afazeres, seus sentimentos provavelmente são de sobrevivência. Portanto, algo errado está acontecendo. É preciso parar e pensar urgente, antes que seja tarde e não haja mais tempo de sobrevida. Então... Pare! Pense! Escute o que seu coração tem para lhe dizer. Será que vale à pena seguir o ritmo alucinante dos pobres de espíritos e de realizações? Eu entendo que não! Nada de Maria vai com as outras.
Agora, se você trabalha duro em você mesmo e, seus sentimentos de realização e colaboração são os principais alvos de alcance, sua jornada provavelmente é regada de sucesso e fortuna. Ninguém pode chegar ao topo da vitória sem conhecer os planejamentos existentes dentro do próprio ser. Há um Dom e o maior desafio é obedecê-lo. Você só fará transformação se achá-lo. Mudar o percurso já demonstrou não ser o correto e, a maioria costuma dar com os burros n´água ao tentar estabelecer compensação.
Desviar da sua missão para levar vantagens e encurtar o caminho, só atrapalha. Muitos esquecem que felicidade é transmitir o que melhor se tem para ensinar e doar aos que não tem, no exercício da compaixão. Entre milhões, não importa, você é naturalmente dotado de algo especial a ser revelado, para que o bem possa equilibrar o mal.
Eis o grande desafio... Encontrar o bem e destruir o mal que está presente dentro de cada um de nós.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 15 de março de 2011

O inesperado

O inesperado

Será que sempre estamos preparados e devidamente arrumados para o encontro com o inesperado? Ora! Será que é preciso pensar nisso? Será que é preciso colecionar mais esta atividade e acumulá-la nos afazeres do dia a dia? A resposta é sim! Temos que estar atentos e cuidadosos para observar o que a vida nos proporciona. Muitas vezes estamos completamente desligados e nos deparamos sem a devida entrega para chegar ao prazer ou alegria de uma confluência humana. Seja ela interna ao observar a natureza e suas criações. Ou, seja ela externa ao deparar com pessoas que mais tarde serão sustentáculos em nossas existências. Geralmente ambas as questões ocorre quando menos se espera. Por isso, todo momento é o tempo de uma agradável surpresa. É preciso não esperar, mas, estar pronto. Arrumado para a ocasião. Bem vestido de corpo e alma. Mentalmente para receber a contribuição e emocionalmente para trocar as experiências e os aceites que exigem decisão do coração.
O inesperado são vontades íntimas antigas e não lembradas. Como para o tempo não existem datas predeterminadas, o não esperado é um trabalho iniciado pela mente lá atrás que agora está sendo concretizado. Ocorre que na época esta vontade era forte e desejada e, com o passar dos dias ou até mesmo dos anos, ficou esquecida. No caso, a mente sendo avaliada por comparação é o Gênio da Lâmpada Maravilhosa, a executar os pedidos sem se importar com o prazo de validade. O inesperado é o esperado que demorou para chegar.
A forma de observar e tirar proveito vem do ânimo que brota do interior, pois, o corpo percebe quando o acaso mexe com você. Ele declara, portanto, é preciso estar atento para não passar batido. Algo igual conversar com a consciência e ouvir: meu coração bate mais forte quando me encontro dentro de mim e, ao me encontrar, faço o que gosto. E, ao fazer o que gosto, me entrego e realizo.
Somos deveras habituados a seguir rotinas preestabelecidas. Mal percebemos valores reais a nossa volta. Somos cegos para o que está fora da edificação a qual construímos e não permitimos abrir a porta da renovação, embora estejamos sempre a desejar algo diferente.
Incrível! Guardamos o que melhor temos para ocasiões especiais. E, quando deparamos com o diferencial, julgamos e blasfemamos não ser adequado. Somos pobres em aceitar surpresas. Somos pobres em abrir a caixa de ferramentas e contribuir para consertar o que introspectivamente sabe-se estar errado. Assim, machucados preferimos passar vencidos ao invés de conectar-se com os fatos não explicados, decorrentes de um olhar, de uma fala ou de um gesto a ser notado. É triste, mas, só queremos o que estamos habituados a sentir e a ver, deixando as coisas boas e oportunas escapar sem ao menos reconhecer e muito menos desfrutar.
Toda mudança é unificação dos sentidos com a sensibilidade de permitir encontrar o que procuramos. Se isto não ocorrer, estaremos acumulando o despreparo de não perceber o imprevisto que irá mudar o rumo da nossa vida. Portanto, temos que estar sempre vestido com o melhor traje que a intuição indicou para comprar e, ao mesmo tempo, consciente da segurança que esta roupa proporcionará, ou seja, alta estima e bem estar. Claro! Além da elegância e charme.
Inesperado ou não, libere os pertences da alma e surpreenda-se. E, nunca esqueça... Liberte o corpo e a mente com atenção voltada para realização total, sem ferir os valores éticos e morais.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ser mulher

Dia da mulher – 8 de março

Ser mulher

Cantada em versos e prosas, eis que surge a mulher. De andar leve e requebrando, insinua desejo e tentação.
Nova ou madura não importa, mulher é sempre mulher. Vive a encantar e a converter ódio em paixão.
Homem que não reconhece as virtudes de uma mulher é porque nunca viveu a verdade de ser feliz. E, tem mais, aquele que foge da aproximação e da entrega feminina não conhece os valores essenciais da vida.
Mulher! Ah! Minhas queridas mulheres! Em nome da minha escolhida, vocês foram feitas para dar luz, carinho e afeição. Nada exigem, mas, em compensação, não abrem mão dos parceiros que tragam segurança e a boa semente para que em seu útero possa fecundar o fruto das novas gerações. Corajosas e predestinadas lutam e vivem para proteger suas criações.
Assim são as mulheres, envolventes e, por vezes, teimosas. Unidas, são as eternas conquistadoras. Além de mãe são perfeitas amantes. Juntas transformam e, se delas dependessem o mundo seria só paz e alegria. Abraços e beijos todos os dias.
Quem resiste ao toque e a sutileza da mulher? Nem os mais bravos dos assassinos venceriam a suavidade de uma carícia, por isso, antes de serem tocados eles vitimam as fascinantes mãos acolhedoras e gentis. Covardes agridem o próprio íntimo a sacrificar a igualdade existente entre todas as mulheres. A de ser mãe.
Ser mulher é mais do que tudo. É ter identidade própria aliada ao instinto maternal. É conter gestos condensados em delicados atos de ternura e compaixão. É ser a mesma vida a parir novas vidas. É sentir dor para que em nome do amor, alimente a Deus com suas transformações.
Por outro lado, ser homem é encontrar no afeto feminino à coragem de manifestar os mais nobres gestos de admiração e proteção. É romper a cadeia hormonal e deixar vir à tona o sentimento de saber amar. É olhar para sua rainha e conscientemente expressar: eu te amo.
Dotadas de missão impossível para o sexo masculino, são verdadeiras guerreiras a revolucionar e ensinar suas crias a diferenciar o bem do mal. Assim, são as mulheres! Abandonadas, estupradas e maltratadas por acreditarem na falsa ilusão de serem sempre amadas. Que o Criador derrame suas bênçãos para aliviar os atos discriminatórios e as protejam das garras dos incriminadores.
Mulher! Erga a cabeça e tenha coragem para atacar de frente os preconceitos de ser mulher.
Que sua graça e rebolado ilumine os homens de boa vontade.
Assim seja, mulher!


Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

Amar

AMAR

Preste atenção e repare nos seus atos e atitudes. Eles são importantes para descobrir a sua sensibilidade para o amor. Devido às crenças e conceitos adquiridos muitos encontram dificuldades para concluir que são capazes de amar. Entre falar e expressar o que sente tem uma interiorização longa a ser percorrida e faz toda a diferença na evolução afetiva humana.
Quer-se mudança... Então, pense nisso! Só existe amor quando se age com naturalidade. Só existe amizade quando se age com simplicidade. Igual uma nascente que brota água límpida para aliviar os que têm sede, sem cobrança ou discriminação.
Todos querem melhorar seus relacionamentos familiares, profissionais e sociais e, para tanto, se mostram carinhosas e meigas e não se dão conta que às vezes vivem na indiferença e sem ternura para manifestar suas afeições. Esquecem que o corpo também fala e dá o seu recado se ama ou se é amado. Teimosas, segue a trilha ou a jornada da convivência se achando um par perfeito. E, quando se dão conta estão à beira das crises melancólicas. Não compreendem que tristeza é falta de realização intrapessoal e tem tudo a ver com o isolamento acumulado por negar a dar e receber amor. São depósitos de armazenagem de mágoas trancados por não permitirem a vazão da humildade. São uns coitados intitulados de vítimas por desconfiarem dos relacionamentos amorosos, a partir da não compreensão das desavenças natural entre pessoas, até encontrarem o valioso sentimento de proteção. Não amam e se dizem amantes.
Confidências, contatos e cumplicidade aliviam os sintomas de ansiedade e depressão. A entrega total nestes casos é perfeitamente saudável e fundamental para romper as barreiras impostas por qualquer uma das partes de um ciclo de ligação amorosa.
Para tirar proveitos e prazeres dos relacionamentos, sejam eles quais forem, tem que conhecer por integridade a vontade que quer manifestar. Nada de planejamento e, sim, ir além do sistema mental e descobrir o que o coração tem a dizer. É tomar consciência do que gosta e trazê-lo à tona para vivenciá-lo. É romper a barreira da escuridão e encontrar luz. É não continuar escondido a sete chaves com medo de sair do conforto, mesmo estando no sofrimento. É deixar de ser covarde e não mais mentir para si mesmo.
De que adianta ganhar um presente de grife se ele vem sem a força do carinho da compra? De que adianta ter uma linda mulher ou um lindo homem se vem embalado de ego e cheio de não me toque?
Amor é coisa séria... Ou tem ou não tem e, só irá encontrar quem se identificar com a própria verdade. Relacionamento é bom e começa no interior de cada um para poder ser expandido.
Amar é ter toques suaves e delicados. Amar é ter olhar de ternura a convidar para o abraço. Amar é sentir a sensibilidade de quem se aproxima e quer colo. Amar é provocar segurança e ser todo ouvido. Amar é estar preenchido para que possa esparramar bênçãos de humanidade. Amar é ter consciência que a recíproca é eterna e verdadeira.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O preço do amor

O preço do amor

Você Acredita que amor tem preço? Não? Então você é um felizardo.
Sabia que tem gente à beça que acredita e age de forma a manifestar que não acredita.
É verdade... Muitos não conhecem ou desconhecem a cobrança que faz por trás do eu te amo. Falam de boca cheia em afeição e carinho, mas, em compensação, na hora da onça beber água condicionam: só faço isto se você me fizer aquilo.
Engraçado, amar custa e tem preço. Ao agir desta forma cobram para dar amor. Seriam negociantes natos valorizando a própria mercadoria carnal e espiritual dentro dos relacionamentos? Ou, aprenderam a compensar a falta que sente do mesmo amor que lhe impõe suposta vantagem no decorrer da criação ao qual foi exposta? Algo típico de uma mãe desesperada a querer que seu filho seja obediente: “Come tudo se não a mamãe fica triste!”. “Se não for para cama agora mamãe não gosta mais de você!”. Se não bastasse, o pai para ver o filho vencedor propõe um acordo: “Compro um carro novo se passar no vestibular!”. “Libero o cartão de crédito se torcer pelo Corinthians!”. Assim, lá na infância começa o amor que terá preço na escola, no trabalho e no casamento. E, continua na mocidade, na fase adulta e por suposto na terceira idade. Atuam no palco da vida como se tudo isso não fossem atributos naturais para o desenvolvimento emocional humano. É um perigo condicionar méritos por equivalência.
E o valores morais como fica? Claro! Condicionado a dar e receber. O que torna a existência de muitos em martírios e sofrimentos, pois, mesmo capazes de doar não conseguem se livrar do paradigma criado em seu sistema mental. Doam cobrando não importa o que. Querem por que querem algum proveito como se o amor da oferta fosse feito na base da troca. Operam na imposição do desejo de levar vantagens para se sentirem valorizados. Abandonam o sentimento e viram meros negociadores.
Na realidade fazem o que está configurado no subconsciente. Aprenderam desta forma e agora seguem a trajetória da vida exigindo do outro o que não tem ou, porque julgam não ser querido sem retribuição. Enganadas, não encontram dentro de si a superioridade de quem ama sem importar com a permuta, fato que o libertaria para fazer toda diferença entre os que têm apreço e prazer de conviver em sociedade.
São Francisco foi sábio antes de ser santo. Jamais permitiu negar-se entre os homens para não ser negado por Deus. Preferiu amar que ser amado. A decisão por ele tomada rompeu toda crença mental impugnada por impressões tradicionais. Decisão difícil que lhe valeu a ruptura familiar para ser livre e viver de acordo com a regra do coração, priorizando desta forma o mandamento divino. Amar a Deus sobre todas as coisas. Viver a pura vontade sem conceito ou preconceito e nunca ser condicionado a cobrar por um gesto compreensivo de amor.
Amar sem pedir nada em troca é cumprir a missão do caminho espiritual. É transcender os valores carnais e se entregar para ganhar o respeito daqueles que lhe são caros. Sejam eles amantes ou amigos.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Esconderijo

Esconderijo
Somos um esconderijo de bobagens. Guardamos um monte de tranqueiras dentro de nós, tornando a vida mais pesada, o que faz com que gastemos energias à toa. Carregar este peso é simplesmente desconfortante e contaminante, bem como pelo perigo que se corre conviver com detritos mentais. Tudo porque gostamos de mentir para nós mesmos. Quando queremos levar vantagens enganamos os sentimentos e passamos a ser fingidos, crente de que estamos tendo o maior lucro do mundo. Hipocrisia pura. Criamos na verdade um montão de lixo psicológico que não reciclamos e sobrepomos o tempo todo dentro de nós. Lixo mental também se decompõe e quando o amontoamos em nosso campo mental, viramos pessoas tensas e pressionadas. Sem perceber esquecemos que em determinado momento o nosso esconderijo já não suportará tanta carga e por vezes se romperá mostrando toda sujeira.
Depressão, ansiedade, problemas cardíacos, choro, desavenças ou tantas outras doenças físicas e mentais, têm tudo a ver com o processo somático de ações erradas e de omissões mentirosas acumulativas em nosso sistema fisiológico.
Toda vez que agimos na sacanagem e, muitas vezes a praticamos na falsidade de falar o que na realidade não estamos sentindo, criamos lixo mental. Este lixo será depositado em algum lugar da mente, permanecendo despercebido, mas, estará lá junto com outros tantos armazenados anteriormente e, em algum momento manifestará uma pressão insuportável.
A vida foi feita para ser vivida na sua integridade, na sua espontaneidade e na sua franqueza. É preciso fazer o que gosta sem medo de liberar este gostar. Do contrário, estaremos armazenando lixo. Cabe aqui um exemplo: viver a vida por segurança, por dinheiro, pelo poder e para ter ao invés de ser, é acumular ilusão, é sair da realidade para carregar o ônus das coisas estragadas que adquirimos com estes atos e ações e nada mais. Enfim, expressar o que não é sincero para alcançar objetivos é lixo. Tem que ser reciclado ou incinerado para manutenção de um corpo saudável.
A teimosia de se esconder em si mesmo é igual construir um aterro mental, com um detalhe, sem controle de entrada e saída. É impossível não gerar detritos mentais quando uma pessoa desenvolve este tipo de sentimento. O ego se abre e se sente poderoso por possuir a maior reserva de mentiras, só para receber as impressões que satisfará momentaneamente o poder de ser o dono da verdade sem demonstrar a falta de conhecimento. Grande engano, pois estará aterrando fora de controle uma quantidade enorme de impurezas supérfluas que o levará cedo ou mais tarde a um sofrimento desnecessário.
A jornada estabelecida pela Mãe Natureza é livre e sem esconderijo. Abra o coração e use as ferramentas da mente para consertar o que fez ou que está fazendo de errado. Libere suas vontades no respeito das vontades dos outros. Construa com amor o seu jeito de ser. Console ou afaste de quem não te aceita, com humildade. Seja você e não acumule lixo espiritual. Ah! Não se esqueça de divulgar o segredo do esconderijo, assim ele não mais será um peso morto a ser carregado inutilmente.

Rubens Fernandes
rubensfernandes@bol.com.br

Brigas

Brigas

Acontece com frequência entre amigos, amantes e familiares discutir para se impor diante do próximo aquilo que é entendido como verdadeiro. Seguro de estar sendo autêntica parte para manifestar o que lhe é interessante, sem se importar com o envolvimento da outra pessoa ou, até mesmo, porque se encontra numa fase de análise ou interiorização e, por isso, se vê no direito de achar que todos estão errados. Nada contra, muito pelo contrário, justiça tem que ser feita para que não haja baixa estima em nenhum dos lados. O que não pode é a manifestação isolada onde ambos julgam estar certo conforme os padrões e conceitos adquiridos.
Fato é que quando ocorre um debate ou explanação de justificativas, todos querem elevar a autoestima, passando por cima do suposto adversário e algo interessante sucede. Vejamos...
Primeiro é a questão da visão que cada um sempre tem que é a do lado que lhe pertence, sem procurar entender a argumentação oposta, impõe, pelo motivo de ter dentro de si a prepotência e o interesse próprio, agi em razão da satisfação do ego que não permite a realidade dos fatos, o que leva a discussão a permanecer somente no campo mental, anulando a compreensão e de certa forma inibindo o aflorar dos esclarecimentos. Quando um não quer, dois não brigam. Fácil seria se uns dos lados atentassem para as razões emocionais do outro, o que geraria compaixão, menos briga e elucidação sem atritos ou cobranças.
Segundo, é que não existe a badalada autoestima porque todo aquele que se eleva contra o outro para disputar a posse ou triunfo de uma ideia, extrapola os direitos humanos e, assim, não tem ouvidos para assimilação dos argumentos contrários. Não existe também quando os envolvidos se declaram com amor, pois, a recíproca é verdadeira e as diferenças são colocadas com afeto, carinho e respeito, transformado brigas em saudáveis diálogos de aprendizagem.
A autoafirmação não deve ser colocada por imposição diante da disputa, pois, nada tem a ver com o desenrolar dos conflitos. Entendendo melhor, é mais fácil conduzir a discussão com os meus argumentos do que prestar atenção nas informações do opositor, visto que, os argumentos usados são únicos a partir do pensamento egoístico de quem debate e quer triunfar e não elucidar, tudo em função de não mais permitir existir em sua vida a famosa baixa estima.
Se a maioria das desavenças observasse o apreço ou valorização que qualquer pessoa tem que conferir a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos seus atos e pensamentos, até o momento da contra-argumentação executada pela defesa, muitos rompimentos de amor e amizade deixariam de existir, pois, os sentimentos que libera fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém não ultrapassaria o limite do bom senso frente à divergência.
Todo ser é confiante quando descobre que o coração bate mais forte para desarmar uma mente dominante. Dar vazão aos pensamentos é justo desde que eu encontre dentro de mim o respeito pelo próximo. Quando atinjo a maturidade de que o próximo sou eu, descubro que quando brigo, brigo comigo mesmo, saindo do campo de batalha bastante ferido.

Rubens Fernandes

rubensfernandes@bol.com.br

César e Deus

César e Deus

Muito mais de ter sido o filho de Deus, o mais sensato dos homens que já viveu entre nós, Jesus, foi além da capacidade de perdoar, amar e morrer para livrar a humanidade de todos os pecados. Foi também gente, possuidor de corpo, mente e alma.
Embora não seja possível separar do ser humano as três partes que o compõe, física, mental e espiritual, pode-se analisar separadamente o papel que cada uma dessas partes transmite de potencialidade para a formação de uma pessoa íntegra e de caráter. Claro que o ideal é ter todas elas em sincronia, tal qual o filho mais amado daquele que primeiro criou o universo e depois nos criou.
Ser o predestinado de Deus não deve ter sido fácil para o Homem de Nazaré. Entre tantas funções e ações, foi psicólogo, ensinou e agiu de forma a ajudar seus seguidores a se livrar dos males psicológicos. Foi Doutor em Saúde Publica, mostrou através de exemplos como caminhar, tomar vinho e alimentar de peixes é a direção para obter uma vida saudável.
Acreditem, foi economista! Quem não conhece o texto bíblico? Dê a César o que é de César e dê a Deus o que é de Deus. Ao expressar estas palavras, Cristo foi além das dívidas monetárias, tenham certeza disso. Ele certamente sabia que para ter uma vida de sono tranquilo e livre de pesadelos, tem que estar com a consciência calma e segura de nada dever a ninguém e nem ao Pai que está no Céu.
Da mesma forma, para não ser prisioneiro das doenças físicas e mentais, é preciso estar com os pensamentos desobstruídos dos compromissos assumidos e não quitados. Sejam eles monetários ou morais. Tudo pelo fato de que o nosso “Eu” sabedor de todas as coisas dá o seu alerta, principalmente quando teimamos em esquecer por interesse próprio o que devemos quando transgredimos a doutrina, os princípios e as regras éticas do bom costume. Deus mora dentro de nós e sabe dos comprometimentos e, caso não seja pago, seu estado moral afetará o seu estado geral, resultando desde a falta de saúde até a não realização pessoal, profissional e financeira. O Construtor do Universo foi claro quando disse por intermédio de seu filho: pague o que deve e não use o meu Santo nome em vão para justificar o não pagamento. Sejam justos consigo mesmo para depois alcançar a fartura. Na alegria, no amor e na riqueza.
Para Deus não importa a forma como são cobrados os juros ou impostos. Sejam dos governantes inescrupulosos, de credores bancários ou não, ao assumir a obrigação contraída, pague para que possa quitar também a parte que pertence ao seu Eu interior (Deus) e, assim, ter a tão sonhada paz de espírito e financeira.
A aplicação da Lei da Vantagem ou da Enganação, sendo justificada ou não, pertence ao homem e, suas consequências são os danos fisiológicos e morais. Se tiver dívida ou promessa feita, seja qual for não titubeia, pague e seja livre para a felicidade.
Se quiseres ter riquezas em abundância lembre-se que deve primeiro saldar os encargos tomados com César e, em seguida, pedir a Deus por oração o que tem por direito divino. Fidelidade e juramento em todos os sentidos é coisa séria!

Rubens Fernandes

Falsa superioridade

Falsa superioridade

Não existe algo pior para um ser humano que possuir dentro de si o abuso do poder, exercitado com autoritarismo e longe da vontade de se relacionar com os entes queridos por naturalidade, amor e amizade. Pessoas com este tipo de sentimento são incapazes de reconhecer a desvantagem de viver uma existência ou parte dela acatando a obediência do ego condutor, é sufocante e destrutivo para uma saudável convivência pessoal, social e familiar.
A falsa superioridade pode ser manifestada de duas formas: a interna e a externa. A externa é fácil de ser percebida, pois a pessoa com esta característica é exposta de tal maneira a ser reconhecida e criticada pelos atos e atitudes. Trata-se de indivíduo que governa conforme convém o que lhe é interessante. O resultado desta falta de humildade para extravasar seu carinho com quem relaciona acaba transformando-o em tirano, já que exige uma obediência passiva por parte dos envolvidos, pelo fato de não tolerar ser desagradado. São os prepotentes externos identificados pelo seu modo de agir e se comunicar. Faz tudo direto na exposição dos próximos.
Difícil é observar e encontrar os senhores dos poderes internos. São mansos por fora, porém, agitados por dentro. Ocultos, não aceitam ser contrariados e não revelam com facilidade a autoridade doentia. Sofrem as escondidas, já que não conseguem levar a cabo seu poder superior ao encontrar resistência, quer da vida, dentro das possibilidades e dos acontecimentos negativos que geralmente ocorrem em razão das ações que independe do seu querer. Quer das pessoas, por não respeitar o direito da vontade de ser e expor que cada um tem por livre arbítrio. São os prepotentes internos que, quando não identificados, fazem estragos em si e nos outros. Sua exposição ocorre na esfera psíquica, cultivando mágoas e raivas.
É mais fácil conviver com os ditos superiores externos do que com os superiores internos, pela questão de viverem nas entranhas das influências mentais. Para reconhecê-lo, basta afastar o amor e o respeito envolvente, prestar mais atenção nas ações e nas práticas, assim, torna-se claro verificar este biótipo de prepotência, guardado a sete chaves na massa mais rígida do coração. De mau humor constante, são bombas ambulantes de doenças físicas e mentais, prestes a explodirem a qualquer momento. Se contestado afastam às escondidas na tentativa de se isolarem da contrariedade que lhe podem ser impostas. Abandonam a todos que amam a partir do momento que encontram resistência, principalmente após obrigarem alguém a fazer algo contrariamente a sua vontade. Isolados, reclamam a falta de atenção e carinho. Embora amantes incondicionais e capazes da mais alta valorização humana, tornam suas vidas inaceitáveis, até encontrarem o caminho do respeito e do amor próprio, perdidos quando ainda criança, através dos traumas adquiridos da educação repressora a qual foram expostos. Em ambos os casos de tirania do poder só a reconciliação com a humildade resolve.

Rubens Fernandes

Raiz

Raiz

Todos os seres estão estruturados sob o comando da sua raiz. A princípio pensamos que raiz configura a parte enterrada no solo para dar sustentação a uma árvore. Ela é mais do que isso... Ela é a parte interna responsável pela extração das substâncias vitais, reguladora das ações de desenvolvimento e está presente em todos os seres animados e inanimados.
O ser humano também as tem fincadas nas profundezas da sua formação física, mental e espiritual. Feliz daqueles que no decorrer de uma vida consegue ser nutrido por esta consistente base de equilíbrio e de manutenção psicológica. Trata-se da fabricante da seiva milagrosa do amor, do perdão e da compaixão. Permita que ela circule livremente pelo seu corpo.
Ao nascer trazemos um DNA e no decorrer do crescimento ele passa a liberar o que está escrito no detalhamento do mapa genético. É quase impossível mudar a rota mas, com sabedoria, podemos mudar o tempo e alongar a viagem, buscando viver em comum acordo com o conhecimento da nossa raiz.
O complicado é saber encontrar a ligação entre a mente e o coração, onde se acha o canal transportador dos alimentos necessários a lapidar o que somos, para assim frutificar e ofertar aos carentes e necessitados os dons que carregamos e, por naturalidade, temos que desenvolver para equilibrar o meio ambiente em que vivemos.
Carência, dependência não fazem parte dos elementos vitais, ao contrário, para compensar a falta são adquiridas de outras raízes, sugadas como chupins ou parasitas, a roubar de outros todo o trabalho dedicados a própria conservação. Em razão disto o mundo se torna desumano e incompreensível.
Não importa a formação educacional e cultural adquirida ao longo da jornada, através da educação familiar e social. Seja um doutor ou um simples aprendiz, ambos tem o direito de escolha para ser ou não ser o que é. A verdade construída a partir da semente biológica que ovulou no útero de uma mãe, já traz codificado o ser que irá se desenvolver. Trata-se da raiz espiritual. Descobrir os nutrientes capazes de sustentá-las é o desafio que cada um tem de empreender para conquistar as vitórias humanitárias. Desistir nunca! Vencerá quem souber limpar os canais condutores dos nobres sentimentos. Bondade, felicidade, compreensão e muito mais.
Ocorre que ao nascer e ao longo do desenvolvimento, alguns se adaptam com as crenças herdadas de gerações passadas. Muitos são pressionados pelo amor condicional dos seus pais, parentes e amigos e, em vez de se desenvolverem, são podados de forma a prejudicar a parte íntima, fixa e imutável, responsável pela estabilidade emocional e fisiológica de cada um. A sua preciosa e única raiz.
Vencer e tirar do universo os melhores nutrientes para enriquecer a qualidade da alma é o caminho dos fortes. Jamais permita ser a culpa para dar continuidade aos interesses dos valores construídos por seus antepassados. Seja você mesmo. Permita-se perdoá-los e amá-los conforme o mandamento. Sua raiz agradecerá e fortificará ainda mais o seu modo de viver.

Rubens Fernandes

Camadas

Camadas
Vivemos sob o efeito das camadas. Feliz de quem acredita nesta verdade imposta pela natureza. Ao compreender você se liberta e irá se sentir menos culpado ao continuar seguindo pela trilha da vida. Quando deparamos com andarilhos a catar migalhas para sobreviver, o nosso coração arde por discriminá-lo e a nossa mente por ter medo de ser atacado. Isto ocorre porque somos regidos por Leis Naturais. Veja bem, o fato de estar um nível acima quer dizer que tem alguém um nível abaixo. Mas, a recíproca é real quando estamos à frente de pessoas superiores. Geralmente vivenciamos esta experiência perante um chefe, um representante de igrejas ou até mesmo daqueles que possuem cargos de poder.
Repare que o processo atinge a todos, de forma a dar estabilidade ao segmento evolutivo onde todos estão no mesmo patamar, embora em estágios diferentes ou posições de referências que podem ser estáticas ou rotativas.
Esta é a essência da Lei das Camadas. Dar oportunidade de poder transitar e evoluir em varias atividades temporárias para sua formação. É preciso se envolver e ter a capacidade de respeitar o momento do andar em que encontra só assim você consegue viver em paz e harmonia. Qualquer tentativa de burlá-la ou ignorá-la estará criando ansiedade e rompimento da tranquilidade, colocando em crise todo conjunto de pessoas que ativamente faz parte ou esteja envolvida com o sistema.
As camadas estão presentes quando se propõe a fazer medidas. Nas escalas dos conhecimentos. Na eleição do melhor e do pior. Na separação dos dons qualitativos. Enfim, sempre terá alguém um nível abaixo ou um nível acima, a sabedoria está justamente no saber reconhecer o seu tempo em detrimento ao tempo do outro. Hoje posso estar recebendo os aplausos, mas, amanhã posso estar chorando por receber uma vaia.
Muitos se perdem no mundo da competição pelo fato de não aceitar o envolvimento nas porções de medidas. Fato comum entre os revoltados e os rebeldes. Em geral a maior parte da humanidade não aceita onde está e, isto, leva a criar atos e atitudes prejudiciais às convivências saudáveis e necessárias para estabelecer a paz e por fim aos conflitos. É preciso aprender a não comparar e viver o nível em que se encontra.
Individualmente as questões de ordem psicológicas ocorrem nas mais variadas formas de intrigas familiares e sociais que são originadas pela falta de compreensão da Lei das Camadas, regidas a todos que neste universo respiram. Para estas pessoas as hierarquias estáveis e momentâneas não são respeitadas.
Já observaram que quando nos encontramos no andar inferior nossa reação é diferente de quando nos encontramos num andar superior. Eis o segredo! Muitos não sabem lidar com a situação. A questão está em saber acatar o movimento das posições e permanecer estável em ambos os casos, sem questionamento, sem comparação, sem esforço, sem gastar energia para viver mais e melhor. Pobre de espírito é aquele que julga viver só no andar superior.
Preste atenção! Use o elevador ou a escada de forma correta para chegar aos pavimentos desejados sem competir. A dança universal é assim: ora você está por cima, ora está por baixo.
Feliz 2011! Vida nova!
Rubens Fernandes